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04 Junho
Ana Pais

Workshop com Ana Pais

Inscrições encerradas
Discurso

04 Junho

sábado 10h – 14h

Inscrições encerradas
A entrada faz-se pela Porta de Artistas (Largo Hintze Ribeiro)

Discurso
Preço Preço único 3€ (mediante inscrição prévia até 2 junho para bilheteira@teatrodobairroalto.pt)
Sala de Ensaios
Duração 4h

O TBA fica junto ao Largo do Rato.

Condições de acesso

  • Recomendamos que desinfete as mãos à entrada e adote as medidas de etiqueta respiratória.
  • Sempre que possível, opte por trazer o seu bilhete de casa ou, ao adquirir bilhete na nossa Bilheteira, escolha o pagamento contactless por cartão de débito ou MBway.
  •  Nas entradas e saídas, siga as recomendações da equipa do TBA.

Ana Pais é investigadora em artes performativas (Centro Estudos de Teatro – FLUL), dramaturgista e curadora. É autora do livro O Discurso da Cumplicidade. Dramaturgias Contemporâneas (2004) e de Ritmos Afectivos nas Artes Performativas (2018). Organizou ainda a antologia Performance na Esfera Pública (2017). Como dramaturgista, colaborou com criadores de teatro e dança em Portugal e, como curadora, concebeu e coordenou vários eventos de curadoria discursiva, dos quais destaca o Projecto P! (2017).

Se voltas, levas (1 livro)
Na compra de bilhetes para 2 espetáculos do TBA recebam o livro do projeto Primeiro Rascunho. Mais informações em tba.bol.pt e com a nossa Bilheteira.
primeirorascunho.teatrodobairroalto.pt 

Como nasceu a ideia de publicar este livro? Porquê?
Há vários anos que trabalho no cruzamento das artes performativas e das teorias dos afetos, área de investigação ainda pouco desenvolvida em Portugal.
Ultimamente, tenho-me interessado particularmente sobre o carácter coletivo e social das atmosferas afetivas e o poder de influência e condicionamento que têm os sentimentos públicos. E acho que faz muita falta um trabalho de divulgação deste conhecimento especializado porque ele faz-nos descobrir coisas fundamentais sobre o nosso quotidiano, os nossos comportamentos, desejos e motivações. A pandemia, como forte experiência coletiva que se revelou, pareceu-me um contexto muito pertinente para disseminar esse conhecimento. A minha motivação é contribuir para uma maior consciência coletiva dos condicionamentos culturais dos sentimentos públicos.

 

Quanto tempo demoraste a fazê-lo, queres contar-nos um pouco o processo e as suas condições?
Escrevi este livro em dois momentos: ao longo do primeiro ano da pandemia, sob a forma de diário; depois editei o material numa perspetiva de dramaturgia de futuro, ou seja, abandonando a ordem cronológica dos acontecimentos e criando um encadeamento de tópicos e episódios que pudessem contribuir para um entendimento da experiência coletiva da pandemia à luz das teorias dos afetos. O objetivo é que este pequeno livro possa motivar o debate público sobre a responsabilidade ética e social de cada um de nós sobre os nossos afetos.

 

Que mais tinhas pensado que coubesse e acabou por não caber?
Coube tudo!

 

Contas organizar mais lançamentos e/ou momentos públicos de discussão do livro?
Sim. Uma vez que o objetivo deste livro é abrir um espaço de escuta e de debate sobre os afetos coletivos propus a várias entidades e instituições a nível nacional uma sessão de apresentação do livro sob a forma de conversa. Até dezembro de 2022, ele será pretexto de debate em Coimbra, Aljezur, Viseu, Porto, Olival Basto, Cartaxo, Loulé, Montemor-o-Novo, Évora e Elvas.

 

Que comentários esperas ter?
Todos são bem-vindos porque todos fomentam o debate.

A pandemia Covid-19 provocou um choque emocional em todo o mundo, convulsionando a vida como a conhecíamos e contaminando a nossa experiência íntima. Ainda não falámos o suficiente sobre ela. Ainda não ganhámos uma maior consciência coletiva sobre como a nossa vida privada é determinada por condicionantes políticas, mediáticas, sociais ou culturais.

O livro Quem tem medo das emoções? reúne episódios em que esses condicionamentos são evidentes, fazendo uma ponte com abordagens teóricas contemporâneas, numa perspetiva de construção de futuro, não de um relato do passado.

O workshop com Ana Pais que procura criar um espaço de partilha e reflexão sobre os afetos colocados em circulação durante a pandemia em discursos políticos, mediáticos, económicos e culturais, trazendo para a discussão teorias contemporâneas sobre os afetos e práticas performativas recentes.

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