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27 - 30 Outubro
Mário Coelho

Se te portares bem, vamos ao McDonald’s!

Sessão extra: 30 out 21h30
Teatro
Esgotado Esgotado Esgotado Esgotado Esgotado

27 - 30 Outubro

quinta, sexta e sábado 19h30
domingo 17h30
SESSÃO EXTRA 21h30

ACESSIBILIDADE
28 outubro 19h30
Sessão com legendagem em inglês
29 outubro 19h30
Sessão com audiodescrição e interpretação em Língua Gestual Portuguesa

CLUBE ESPECTADOR
29 outubro após o espetáculo na Sala Manuela Porto
Moderação: José Maria Vieira Mendes

Teatro
Preço 12 eur.
Menores de 25 anos 5€
Sala Principal
Duração 2h30

Classificação Etária:

M/16

Texto e Encenação Mário Coelho
Interpretação Cleo Diára, Inês Vaz, Mariana Guarda, Mariana Pacheco de Medeiros, Pedro Baptista e Rita Rocha Silva
Assistência de encenação Miguel Cravo
Cenografia Joana Subtil
Execução de cenário Thibaut Dewart
Desenho de luz Manuel Abrantes
Vídeo Mário Coelho e Temper. Creative Agency
Sonoplastia Filipe Baptista
Produção Leonardo Garibaldi
Apoio à Produção Rita Branco
Coprodução Festival Temps D’Images e Teatro do Bairro Alto
Residência de coprodução O Espaço do Tempo
Apoio Câmara Municipal de Lisboa, Devir Capa, Inestética – Associação Cultural de Novas Ideias e República Portuguesa – Cultura | Direção-Geral das Artes
Fotografias Ana Viotti

Integrado no Festival Temps d’ Images Lisboa

Apoios à cenografia Ana Paula Almeida, ELLEONOR, Limbo, Santos Monteiro, VICARA

Mário Coelho nasceu em 1994. Em 2015, licenciou-se em Teatro na Escola Superior de Teatro e Cinema. Enquanto intérprete, participou em espetáculos de Mariana Ferreira, Pedro Baptista, Pedro Gil, Pedro Saavedra, Silvestre Correia e Tiago Vieira, entre outros. Em 2016 encena o seu primeiro espetáculo, é possível respirar debaixo de água, a partir de um texto da sua autoria, na Manteigaria Lisboa. No final desse ano, escreve e encena Voltar à Terra, a convite de Anabela Teixeira. Em 2017, encena elena na Comuna – Teatro de Pesquisa: partindo de um texto seu, relaciona-se com a sua primeira criação por serem ambos espetáculos sobre a iminência do fim do mundo que decorrem num ambiente cinematográfico de ficção científica. Em 2018, encena o seu texto finado na Rua das Gaivotas 6, encerrando aquilo a que mais tarde chamou Trilogia do abandono da infância. Este espetáculo teve uma sequela, com o mesmo nome, uma experiência imersiva na casa de uma das intérpretes, no Intendente. Ainda em 2018, encena: I’M SO EXCITED!, um dueto com Rita Rocha Silva, também na Rua das Gaivotas 6; e, no Teatro da Politécnica, É Difícil Para Mim Dançar!, a partir de O Ginjal de Anton Tchékhov e de Os Cavalos Também Se Abatem de Horace McCoy. Em 2019 é-lhe atribuído um apoio à criação pelo YEP – Young Emerging Performers (Rua das Gaivotas 6 / Espaço do Tempo), que culminou na apresentação de FUCK ME GENTLY!, na Rua das Gaivotas 6 (reposto no fim de 2020 no CCB). Em 2021, apresentou Lisbon Sisters, a partir do romance As Virgens Suicidas de Jeffrey Eugenides, numa coprodução com o CCB e Espaço do Tempo. Foi também nesse ano que recebeu o Prémio Revelação AGEAS/TNDMII.

O que é o Clube Espectador?

Maria Sequeira Mendes e José Maria Vieira Mendes conversaram connosco sobre o projeto Clube Espectador: um momento de conversa no final dos espetáculos que, normalmente, acontece sem a presença dos artistas.

 

Começando pelo título, talvez se possa imaginar que este espetáculo tem a ver com a avaliação de um comportamento (julgado pela sua ética ou eficácia), com a natureza transacional do capitalismo (a recompensa, o McDonald’s) que é ao mesmo tempo um mecanismo de causalidade narrativa (se isto, então aquilo) e com um entusiasmo ou aceleração final (o fast de fast food, o ponto de exclamação).

O que Mário Coelho construiu com os seus cúmplices é uma máquina de produzir ficção que se autoalimenta: uma espécie de comboio que arranca lentamente até se tornar imparável. Faz lembrar os dispositivos de Mariano Pensotti (como em El Pasado es un animal grotesco e Cineastas), quer pelo apetite narrativo, quer pela invenção cenográfica (aqui animada também pela luz, que parece ganhar vida própria): a criação de pequenos palcos dentro do palco entre os quais os atores circulam, num exercício de virtuosismo claustrofóbico que ao mesmo tempo faz pensar em bichos numa experiência de laboratório.

Há aqui também qualquer coisa geracional: este “regresso à ficção”, sem os pruridos de gerações anteriores, não significa uma obediência aos cânones da peça-bem-feita e dos gurus do guionismo. Sim, há uma absorção e reciclagem de fórmulas audiovisuais (veja-se a sequência de treino no vídeo inicial), mas isso é acompanhado de um excesso, de uma vertigem que faz explodir a verosimilhança e, pela sua violência, se torna quase lírica. Chamemos-lhe trash, pulp ou série B, mas aqui penso sobretudo em algumas cenas de Sarah Kane.

Dir-se-á que este teatro quer ser cinema. Mas só no teatro é possível atravessar paredes sem se ser um fantasma. Pelo menos por enquanto, temos a sorte de presenciar (ao vivo) o comportamento deste grupo raro: a sua entrega, exaustão e transfiguração.

 

Francisco Frazão

SESSÃO EXTRA
30 outubro 21h30

 

“A partir de hoje, toda a gente tem a possibilidade de recrutar uma pessoa para obedecer às suas vontades, desejos, sonhos. Aquele irmão que sempre quis ter? Aquele avô que já partiu, e a quem gostava de dar um último abraço? Está solteiro, mas quer levar alguém como acompanhante a um casamento? Agora é possível. Na nossa empresa temos pessoas prontas e disponíveis para personificar tudo aquilo de que precisar. A única regra: nenhuma vida poderá ser posta em risco.”

 

Mário Coelho

 

Se te portares bem, vamos ao McDonald’s! é a nova criação de Mário Coelho, que no ano passado recebeu o Prémio Revelação AGEAS/ TNDMII. Trabalhou com Mariana Ferreira, Pedro Baptista, Pedro Gil, Pedro Saavedra, Silvestre Correia e Tiago Vieira, entre outros. Entre as suas criações mais recentes, contam-se I’M SO EXCITED!, I’M STILL EXCITED!, É Difícil Para Mim Dançar!, FUCK ME GENTLY! e Lisbon Sisters.

 

 

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