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04 - 05 Junho
Bernardo Chatillon

Reindeer Age #0

Artes Performativas

Conceito e coreografia Bernardo Chatillon
Performers Bernardo Chatillon, Matthieu Ehrlacher e Marc Lohr
Música Marc Lohr
Desenho de luz e espaço cénico André Uerba
Assistência à dramaturgia Mariana Nobre Vieira
Coordenação técnica Carlos Ramos
Apoio à produção Mafalda Miranda Jacinto (Rabbit Hole)
Apoio à residência Trust Collective
Apoio à criação Self-Mistake (ORG.I.A) e HZT Berlin (SODA)

Espetáculo coapresentado com o Centro Cultural de Belém


Integrado na PT.21

Bernardo Chatillon

Frequentou a Escola Profissional de Artes e Ofícios do Espectáculo (Chapitô). Estreia-se como ator em 2005 com a peça A Mata, pelos Artistas Unidos. Entre 2006 e 2009 integra a Formação Intensiva Acompanhada no c.e.m., participando em diversos projetos com Sofia Neuparth, Peter Michael Dietz, Ainhoa Vidal, Mariana Lemos, Carlos Zíngaro, Vítor Rua e Thierry Simões, entre outros. Em 2006, apresenta o seu primeiro solo, São Ualocin, no Festival Urbano Pedras d’Água. Em 2007 trabalha como ator na Karnart, no espetáculo Visões Sobre Cemitério de Pianos encenado por Luís Castro. Entre 2009 e 2012 frequenta a Escola Superior de Teatro e Cinema. Em 2010 participa no espetáculo Esta Vida Não É Tua, escrito por Miguel Castro Caldas e encenado por André Teodósio. Em 2011 participa no espetáculo Antes Que Tudo Acabe, encenado por Tiago Vieira. Em 2012 colabora com Francisco Salgado na criação de A Montra; integra o elenco de atores do Teatro Nacional D. Maria II até 2015. Entre 2016 e 2017 colabora com Ana Rita Teodoro nas peças Palco e Pavilhão.
Atualmente vive entre Berlim e Lisboa. Em Berlim completou o Mestrado Solo/Dance/Authorship (SODA) pelo Inter-University Center for Dance Berlin (HZT/UDK). Em 2018 desenvolveu e apresentou o espetáculo What Is Already Here no Centro Artístico Ponderosa, no âmbito do Ponderosa Tanzland Festival, em Berlim. Em novembro de 2019 apresentou o espetáculo Reindeer Age #0 nos Uferstudios, em Berlim.
Tem continuado a realizar o seu trabalho desenvolvendo projetos através de práticas artísticas, encontros e espetáculos que questionam e enquadram a noção de Pensamento Mágico associado às noções de Worlding e New Materialism.

No livro O Nascimento da Arte, Georges Bataille refere-se à Idade das Renas como o termo mais adequado para o tumultuoso surto de imagens pintadas na gruta de Lascaux. Seguindo esta ideia de tumultuoso surto de imagens lembro-me do dia em que comi arroz-doce com uma faca que o meu avô usava para os trabalhos do campo. A memória de estar entre o perigo de cortar os lábios e o prazer de provar aquele doce levou-me a criar Reindeer Age #0.
A ideia é jogar com a noção de tempo visível e de presença.
Quando reconto uma história procuro a composição dos gestos das memórias e dos insights que surgem em tempo real, e novos impulsos e novas ideias manifestam-se entretanto. Torna-se uma performance entre os elementos visíveis na sala e os acontecimentos que a oralidade invoca. A história é um ponto de partida e um acesso para alcançar outros mundos.
O que eu faço é desmontar e abrir uma memória de um ponto de vista performativo. Abrandando o ato de contar e deixando-me observar pelo que está na sala.
O texto é apenas um pretexto.
Da poesia ao artifício, do objeto mágico aos sistemas ocultos, da distração inofensiva à dominação, Reindeer Age #0 investiga o que nos encanta hoje. Ao entrarmos nesta era, somos acolhidos pela noção de princípio, onde tudo começou, o que está por trás das cortinas. E trata-se de ser muito específico: trata-se de se tornar um veículo, um recetor ou um intermediário para materializar uma intuição. A história não me dá liberdade para agir, ela insere-me num contexto pré-definido que me diz que eu enquanto humano estou inserido no tempo linear e na lógica dos acontecimentos.
Mas o tempo nem sempre é linear.
Dante desceu ao inferno. Eu vou para a Idade das Renas para encontrar o que eu pensava estar separado.

Bernardo Chatillon

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