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18 - 19 Dezembro
Ana Teixeira Pinto / Ayoub ElAyady / Daniel Pizamiglio / Jejuno + Sara Graça / Jorge Jácome / Kenneth Goldsmith / Rachel Mars / Vânia Doutel Vaz 

Recolher Obrigatório

Performance
Programa Digital

18 - 19 Dezembro

O live-streaming decorre das 23h de sexta, dia 18 dezembro, até às 5h de sábado, ficando a transmissão disponível até ao final desse dia.

Streaming no Youtube e redes sociais do TBA.

Performance
Programa Digital
Preço Entrada Livre
Streaming
Canal YouTube
Duração 6h

Classificação Etária:

M/16

Alinhamento (horários aproximados)

23h00 Vânia Doutel Vaz, ad aeternum
23h45 Ana Teixeira Pinto, Capitalismo com uma Face Transumana
00h30 Jejuno + Sara Graça, Pool u. Pool Original
01h20 Daniel Pizamiglio, POR FAVOR, OLHAR COMO SE FOSSE A PRIMEIRA E ÚLTIMA VEZ
02h05 Rachel Mars, YOUR SEXTS ARE SHIT: OLDER BETTER LETTERS (Middle of the Night Edition)
03h00 Jorge Jácome, moooooon
03h45 Kenneth Goldsmith, RE:Silience (a partir da “Lecture on Nothing” de John Cage)
04h30 Ayoub ElAyady, LILA

BIOGRAFIAS

Ana Teixeira Pinto é escritora e teórica da cultura. Vive em Berlim e leciona na Universität der Künste. Tem trabalhos publicados em: eflux journal, Springerin, Camera Austria, art-agenda, Mousse, Frieze, entre outros. É editora de The Reluctant Narrator (2014). Recentemente colaborou com Alleys of Your Mind: Augmented Intelligence and its Traumas (ed. M. Pasquinelli, 2015), Nervöse Systeme (ed. A. Franke, S. Hankey e M. Tuszynski, 2016) e Animals (ed. F. Ramos, 2016).

 

Ayoub ElAyady é um jovem músico de Casablanca respeitado pela forma vibrante e poderosa como toca o guembri, o baixo de três cordas feito de figueira e pele de camelo, instrumento essencial da gnawa. Toca regularmente em Casablanca, Essaouira e Chefchaouen em concertos e cerimónias espirituais.  

 

Músico e artista sonoro de Lisboa, Mestre André tem trabalhado como field-recordist, compositor e sonoplasta para filme, dança, performance, teatro ou video-jogos. Na música eletrónica improvisada usa o nome Alacrau, produzindo beats é Notwan e em função eletroacústica para sistemas multi-canal chama-se O Morto. 

 

Daniel Pizamiglio é performer e criador brasileiro. Em Fortaleza encontrou o coreógrafo João Fiadeiro e mudou-se para Lisboa em 2012, onde atualmente vive e trabalha. Procura um encontro entre a poesia e o corpo (Dança Concreta) e como ativar a corporalidade dos afetos e da relação (Preste Atenção Em Tudo A Partir de Agora). 

 

Sara Graça é artista plástica e de momento reside entre Lisboa e Londres, onde está a completar um mestrado em Fine Art no Goldsmiths College. Tem apresentado trabalho individual e colaborado nas áreas da música e do cinema, em projetos onde desenvolve desde telediscos a desenho de palco e, quem sabe, autocolantes. 

Sara Rafael é Jejuno desde 2014, ano em que se estreou na Galeria Zé dos Bois. Usa este pseudónimo referente a uma secção do intestino humano para apresentar o seu trabalho musical a solo de “cascatas de teclados de onde se erguem melodias etéreas e drones subterrâneos”, tanto ao vivo como em registo. 

 

Jorge Jácome é realizador e colabora frequentemente com artistas em projetos de artes performativas. As suas curtas Past Perfect (2019), Flores (2017) e Fiesta Forever (2016), apresentadas em vários festivais de cinema e museus, receberam inúmeros prémios. No seu trabalho, feito de derivas narrativas, procura investigar a relação entre utopias, melancolia, desaparecimento e desejo. 

 

Kenneth Goldsmith é um poeta que vive e trabalha em Nova Iorque e na Ístria. É o fundador e editor da UbuWeb, o maior arquivo digital de peças das vanguardas artísticas em acesso livre, agora no seu vigésimo-quinto aniversário. 

 

Rachel Mars é uma criadora de performance e escritora com experiência em teatro, live art e comédia. Explora as idiossincrasias culturais e políticas que informam a maneira como vivemos em conjunto, a tentar entender isto tudo. O seu trabalho lida com as identidades feminina, judia e queer, e com as suas interseções. 

 

Vânia Doutel Vaz a.k.a. Vânia Odete nasceu há 35 anos e há 30 que a dança lhe atravessa a vida, levando-a de Portugal para os Países Baixos e de lá para os Estados Unidos, para desenvolver a sua prática. Vânia identifica-se como performer em tudo o que faz. Questiona-se sobre a sua identidade tanto na vida pessoal como profissional.  

FICHAS ARTÍSTICAS

Vânia Doutel Vaz
ad aeternum
De Vânia Doutel Vaz
Com interpretação de Vânia Odete
Captação e edição de vídeo Vânia Doutel Vaz, Sara Morais e Pedro Gancho


Ana Teixeira Pinto
Capitalismo com uma Face Transumana
De Ana Teixeira Pinto


Jejuno + Sara Graça

Pool u. Pool Original
Música Jejuno
Vídeo Sara Graça


Daniel Pizamiglio
POR FAVOR, OLHAR COMO SE FOSSE A PRIMEIRA E ÚLTIMA VEZ
Um projeto de Daniel Pizamiglio
A partir de encontros-performances com Julián Pacomio, Tiago Mansilha, Alina Ruiz Folini, Ana Rita Teodoro, Acauã El Bandido,  Gisela Casimiro, Paolo Gorgoni, Sílvia Pinto Coelho, Gabriela Giffoni, Telma João Santos,  Sónia Baptista, Matheus Martins, Liliana Coutinho, Joana Levi, Jessica Guez, Leonardo  Mouramateus, António Alvarenga, Isis Andreatta, Rafaela Cardeal, Carlos Manuel Oliveira, Carolina Campos, Mauro Soares, João Fiadeiro, André e. Teodósio, Felipe Ribeiro, João  dos Santos Martins, Fernanda Eugénio, Duarte Bénard da Costa, Alexandre Pereira
Conceção, imagem e som Daniel Pizamiglio
Montagem João Nunes
Apoio inicial à pesquisa (RE=)INICIAÇÃO | Ballet Contemporâneo do Norte
Agradecimentos Miguel Oliva Teles (acompanhamento e olhar exterior), Rogério Nuno Costa (interlocutor), a todas, todos e todes que contribuíram direta ou indiretamente na primeira fase desta pesquisa.


Rachel Mars
YOUR SEXTS ARE SHIT: OLDER BETTER LETTERS (Middle of the Night Edition)
Escrita e interpretação Rachel Mars
Com Victor Esses, Paula Varjack, Vera Chok e Lesley Ewen
Som Dinah Mullen
Direção técnica e Adaptação digital Lincoln Campbell

Jorge Jácome
moooooon
De Jorge Jácome
Direção de fotografia Marta Simões
Som Shugo Tekina
Música Raw Forest
Apoio Câmara Municipal de Lisboa – Fundo de Emergência Social – Cultura


Kenneth Goldsmith
RE:Silience (a partir da “Lecture on Nothing” de John Cage)
De Kenneth Goldsmith
A partir de “Lecture on Nothing” de John Cage


Ayoub ElAyady
LILA
Guembri e voz Ayoub ElAyady
Percussão e voz Khalid Boulhamam
Eletrónica O Morto

“Proíbe-se a circulação diária de cidadãos na via pública no período compreendido entre as 23:00 h e as 05:00 h, acautelando todas as deslocações necessárias ou que se justifiquem. Prevê-se um dever geral de recolhimento domiciliário nas restantes horas.” (Decreto nº 9/2020)

 

Durante as seis horas de um recolher obrigatório, o Teatro do Bairro Alto apresenta online oito peças íntimas – transmitidas em direto ou feitas de propósito para nos ajudarem a enfrentar uma das noites mais longas do ano mais longo. Em Casablanca, Londres, Lisboa, Berlim ou Nova Iorque, a música, as imagens, as palavras e os gestos combinam-se para assumir as formas do ritual e da conferência, da carta e do encontro, da fluidez e da insónia. À espera que os dias voltem a crescer.

 

 

 

 

23h
Vânia Doutel Vaz
ad aeternum
quão múltipla é uma situação experienciada por uma só pessoa?
as ideias, a quem pertencem?
a solidão reconhecida por uma multidão.
Este trabalho não vive de respostas. Habita nos momentos antes de qualquer coisa passar a ser uma só coisa. O trabalho enquanto sujeito é fluido na sua essência, resistindo a definições permanentes e conceitos estáticos. Qual portal para a imaginação. Corporiza-se a multiplicidade que transparece de uma imagem e de um som.

 

Performance

 

 

23h45
Ana Teixeira Pinto

Capitalismo com uma Face Transumana

A característica mais saliente do movimento de extrema-direita conhecido como alt-right é a sua relação com as tecnologias de informação, e não com a falta de expectativas da classe trabalhadora pós-industrial. Isto, diria eu, aponta para uma nova configuração de ideologia fascista a tomar forma sob a égide da governação neoliberal, e a trabalhar em conjunto com ela. Se cada ascensão do fascismo testemunha uma revolução fracassada, poder-se-ia dizer que a ascensão das tendências criptofascistas dentro da indústria tecnológica testemunha os fracassos da “revolução digital”, cujas promessas de socialização do capital nunca se concretizaram. Nesta perspetiva, a guerra cultural online é um sintoma de uma batalha existencial em torno da desocidentalização, do imperialismo e da hegemonia branca.

 

Palestra

 

00h30
Jejuno + Sara Graça

Pool u. Pool Original

Pool u. Pool Original é uma performance ao vivo com som de Jejuno e imagem de Sara Graça. No conforto de casa, a transmissão deixa-se introduzir pelo familiar Bluegrass hit:

 

“Challenge level from high to low,
just like skill.
Do you believe in flow?
Oh through the day, hello!
Said Pool to Pool.
Diabolo, plate spinning, devil sticks,
hooping, yo-yo, and hat manipulation.
No one answered.
Pool was looking at the things she enjoyed in life,
so she could take them to the next next,
To the next world.
Is anyone gonna tell me goodnight or do I have to do it myself?
Is anyone gonna tell me goodnight or do I have to do it myself?”

 

Música e vídeo

 

01h20
Daniel
Pizamiglio
POR FAVOR, OLHAR COMO SE FOSSE A PRIMEIRA E ÚLTIMA VEZ 

Entre abril e junho, logo após o primeiro confinamento, Daniel Pizamiglio iniciou em Lisboa uma série de encontros com diversas pessoas e em diferentes lugares. Perante uma situação em que o próprio encontro é uma ameaça e simultaneamente aquilo que está ameaçado, o que se pretendia era resgatar o que ainda era possível dos afetos – constrangidos, como estavam, pela necessidade de medidas sanitárias. Como ponto de partida, em cada um destes encontros, as mãos exploraram a insistência num toque que se tornara impossível. E os olhos buscaram pensar e performar um estar com o outro, olhando-o como se fosse a primeira e última vez. Para o Recolher Obrigatório, preparou uma montagem desses encontros filmados.

 

Performance

 

 

02h05
Rachel Mars

YOUR SEXTS ARE SHIT: OLDER BETTER LETTERS (Middle of the Night Edition)

Neste ano era suposto Rachel Mars ter circulado com o seu espetáculo – uma peça cómica, íntima e indecente, fazendo a triangulação entre cartas de amor de artistas que morreram há muito, mensagens sexuais contemporâneas e uma meditação sobre a construção do corpo queer feminino.

Para o Recolher Obrigatório, traz-nos uma versão digital ao vivo, usando as mesmas fontes do espetáculo original – cartas, mensagens e histórias francas – e acrescentando a opção de participar para quem estiver a assistir a meio da noite.

 

Performance

 

03h
Jorge Jácome

moooooon

A partir de comentários do YouTube de vídeos duracionais de relaxamento para pessoas que estão sozinhas e/ou que não conseguem dormir, e de uma filmagem da lua em super 16mm, transferida para digital, moooooon imagina uma transformação dos estados físicos da lua, especulando sobre a possibilidade de a sua materialidade ser fluída.

moooooon é um projeto em constante mutação que propõe olhares para arquivos, para ideias de preservação, de intimidade e partilha, da dualidade entre o analógico e o digital, o material e o líquido, ideias de Zygmunt Bauman e de Nicholas Sparks.

 

Performance

 

03h45
Kenneth Goldsmith

RE:Silience (a partir da “Lecture on Nothing” de John Cage)

45 minutos para um orador a solo 

RE:Silience é uma reformulação da icónica peça falada de John Cage “Lecture on Nothing”, de 1969, para o século XXI, reflectindo as actuais preocupações com o mundo digital e a pandemia. Numa altura em que não está praticamente “nada” a acontecer, a peça de Cage adquire novas e relevantes implicações para a arte, a criatividade e a política num tempo de confinamento e distanciamento social.

 

Performance

 

04h30
Ayoub
 ElAyady
LILA

Lila é a palavra para noite em árabe e é também o nome da cerimónia litúrgica que se manifesta no transe, como processo de cura e terapia, através de um ritual de imersão sensorial conduzido por música (gnawa), incenso, cor e dança. Do pôr-do-sol à alvorada são reveladas sete cores, associadas a diferentes ritmos e estados de êxtase.

Em LILA, Ayoub ElAyady, Khalid Boulhamam e O Morto percorrem, de forma condensada, as sete cores do ritual noturno na sua expansão – da forma tradicional à manipulação eletrónica. Pulsação, repetição e desintegração são continuamente invocadas pela condução de frequências graves e movimento oscilatório.

 

Música

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