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03 - 05 Junho
Antonin Artaud / Catarina Rôlo Salgueiro, Jenna Thiam e Surma

Para acabar com o julgamento de deus

12€
Teatro

03 - 05 Junho

sexta e sábado 19h30
domingo 17h

ACESSIBILIDADE
Com audiodescrição no dia 5 junho

Teatro
Preço 12€
Menores de 25 anos: 5€

Duração 90min

Classificação Etária:

M/14

Criação e interpretação Catarina Rôlo Salgueiro, Jenna Thiam e Surma
Tradução Catarina Rôlo Salgueiro e Jenna Thiam
Textos acrescentados Jenna Thiam e Collete Thomas
Desenho e operação de som Moritz Kerschbaumer
Cenografia e figurinos Bruno Bogarim
Produção Leonardo Garibaldi
Coprodução Teatro do Bairro Alto e Bolsa de Criação O Espaço do Tempo com o apoio da Fundação “la Caixa” – BPI
Integrado no festival Temps d’Images

 

O TBA fica junto ao Largo do Rato.

Condições de acesso

  • Recomendamos que desinfete as mãos à entrada e adote as medidas de etiqueta respiratória.
  • Sempre que possível, opte por trazer o seu bilhete de casa ou, ao adquirir bilhete na nossa Bilheteira, escolha o pagamento contactless por cartão de débito ou MBway.
  •  Nas entradas e saídas, siga as recomendações da equipa do TBA.

Se voltas, levas (1 livro)
Na compra de bilhetes para 2 espetáculos do TBA recebam o livro do projeto Primeiro Rascunho. Mais informações em tba.bol.pt e com a nossa Bilheteira.
primeirorascunho.teatrodobairroalto.pt 

Catarina Rôlo Salgueiro nasceu em Lisboa em 1991. Concluiu o primeiro ano do curso Línguas, Literatura e Cultura da Faculdade de Letras de Lisboa. É diplomada em Teatro – Ramo Atores, pela Escola Superior de Teatro e Cinema (ESTC) e cocriadora do coletivo artístico Os Possessos. Trabalhou com Maria João Luís/Teatro da Terra, Maria Duarte, Ricardo Neves-Neves/Teatro do Eléctrico, UmColectivo, Teatro Tapafuros, Byfurcação, Teatro Bocage, Companhia da Esquina e Teatro de Carnide. Colaborou com o coletivo Building Conversation, no Teatro Nacional D. Maria II (TNDMII). Com Os Possessos, participou em Rapsódia Batman (2014), II – A mentira (2015), Marcha invencível (2017) e O Novo Mundo (2018). Fez assistência de encenação a Ricardo Neves-Neves (A Noite da Dona Luciana e Encontrar o Sol) e Tiago Rodrigues (Sopro). Em televisão trabalhou com Fernando Vendrell em 3 Mulheres e em cinema trabalhou nos filmes Verão Danado de Pedro Cabeleira e A Herdade de Tiago Guedes.

Jenna Thiam é uma atriz francesa. Estudou teatro no CNSAD de Paris (Conservatoire National Supérieur d’Art Dramatique) de 2010 até 2013 e Literatura comparada na universidade Paris 8 (mestrado). Em 2011 entrou numa série que se tornou conhecida em França e no resto do mundo chamada Les Revenants. Depois dessa experiência começou a gravar com uma certa regularidade: trabalhou com Claude Lelouche, René Féret, Cédric Kahn. Em 2016 voltou outra vez a participar numa série, desta vez inglesa, The Collection que passou também em Portugal, na RTP, mais recentemente (2019). No ano 2018 entrou num filme de Mario Martone, Capri Revolution, que foi selecionado para o Festival de Veneza e no filme Mes provinciales de Jean-Paul Civeyrac selecionado para o Festival de Berlim. Também trabalhou com jovens cineastas como Caroline Deruas cujo filme L’indomptée, onde era protagonista, esteve em competição no Festival de Locarno em 2017 e Bertrand Mandico com quem fez uma curta metragem no final de 2018. Em 2020 a comédia Francesa Les Choses qu’on dit les Choses qu’on fait do realizador Emmanuel Mouret foi selecionada para o Festival de Cannes. No Teatro atuou na peça famosa do Georg Buchner A Morte de Danton encenado por François Orsoni em 2016-2017. A peça estreou no MC93 Bobigny e no Théâtre de la Bastille em Paris, com tournée no Sul de França e Córsega. Atualmente, trabalha com uma jovem encenadora francesa, Pauline Bayle (colega do CNSAD), sobre uma adaptação das Ilusões Perdidas do Honoré de Balzac. A peça estreou no Théâtre National d’Albi em Janeiro 2020 e vai estar em cena um mês no Théâtre de la Bastille em Paris em setembro de 2021.

Surma nasceu e cresceu na pequena aldeia de Vale Do Horto, onde começou, desde cedo várias aventuras com projetos musicais. Enquanto estudava no Ensino Secundário em Leiria venceu o ZUS! em 2014 com os Backwater & The Screaming Fantasy e em 2015 começou o seu projeto a solo a que chamou Surma, que rapidamente correu o pais e começou a despertar a atenção do público e da imprensa. Pelo meio frequentou o curso de Jazz no Hot Club, com especialidade em contrabaixo e voz e aventurou-se em pós-produção audiovisual. O seu disco de estreia acabava por ser adiado para o final de 2017, tendo Antwerpen merecido logo uma aclamação generalizada que a colocou num lugar cimeiro dos novos valores da música nacional. Meios como o Expresso, Público, Blitz ou Antena 3 votam-no como um dos melhores do ano e a Sociedade Portuguesa de Autores nomeou “Hemma” para melhor canção de 2017. Nos últimos dois anos apresentou-se ao vivo por mais de 200 vezes e por 16 países. Internacionalmente viu o seu disco de estreia ser editado em vários países europeus e ser nomeado para melhor disco independente do ano pela IMPALA (Associação Europeia de Editoras Independentes), conseguindo destaque em meios tão prestigiados como a BBC, o Musikexpress ou a NPR. Em dois anos Surma tem também corrido o pais desde pequenas salas a dezenas de festivais como o NOS Alive, o Vodafone Paredes de Coura, o Bons Sons, o Super Bock Super Rock e o NOS Primavera Sound. Continua vários trabalhos e residências colaborativas e mantém-se, desde 2016, como solista convidada dos Concertos para Bebés. Foi responsável pela banda sonora da longa-metragem SNU e concorrente e finalista da edição de 2019 do Festival da Canção. Tem colaborado também com músicos tão distintos como Tiago Bettencourt, Tomara, Miguel Ângelo, Gobi Bear, Captain Boy, Prana e Jerónimo. No final de 2019 lança um EP com a revisitação de alguns dos primeiros temas da sua carreira e prepara a edição do segundo longa-duração para o ano de 2021.

Estamos a chegar ao fim de dois anos de reflexão, tradução, composição, ensaios. Foi e ainda está a ser uma aprendizagem longa. Uma de nós teve de matar o seu ídolo, a segunda mastigar uma linguagem ainda desconhecida e a terceira compor com um texto pelo menos desafiante, com outras vozes e outra maneira de convocar a música. Tudo isso aconteceu naturalmente durante os ensaios. Cada uma de nós teve de se questionar profundamente ao ler o texto, num trabalho sempre feito a três. Não foi fácil, mas nunca foi penoso. Hoje podemos dizer que, com a ajuda vital da sonoplastia, da cenografia e da luz, estamos realmente a apresentar um objeto nosso, feito das nossas dúvidas, crenças e alegrias. E estamos muito agradecidas por podermos apresentá-lo…

 

Catarina Rôlo Salgueiro, Jenna Thiam e Surma

Para Acabar com o Julgamento de deus é a obra-testamento de Antonin Artaud. Este poema radiofónico foi censurado na véspera da sua difusão, a 1 de fevereiro de 1948; Artaud morre um mês depois, deixando um legado de cartas que demonstram como se sentiu traído e incompreendido ao longo da vida. 74 anos mais tarde, a figura do poeta maldito encontrou justiça e o seu génio incontestado plana sobre quem quer fazer e, como ele, transcender o teatro.
Neste espetáculo, que é emissão de rádio e experiência sensorial para o público, queremos dar uma resposta a Artaud: amar o poeta e revoltarmo-nos contra ele, no mesmo gesto artístico; recriar Para acabar com o julgamento de deus e ao mesmo tempo acabar com o nosso conceito de génio e de obras-primas. Como escreveu o próprio: “As obras-primas do passado são boas para o passado, não para nós. Temos o direito de dizer o que foi dito e mesmo o que não foi dito de um modo que seja nosso, imediato, direto, que responda aos modos de sentir atuais e que todo o mundo compreenda.”

 

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