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31 Julho - 31 Agosto
John Romão e Salomé Lamas / Antonin Artaud

O Teatro e a Peste

Performance
Programa Digital

31 Julho - 31 Agosto

Performance
Programa Digital

Classificação Etária:

M/16

Texto: Antonin Artaud
Tradução: Aníbal Fernandes e John Romão
Conceção: John Romão
Direção: John Romão e Salomé Lamas
Com: Albano Jerónimo e Lídia Fernandes (Teatro Romano), Cucha Carvalheiro e Aida Tavares (São Luiz Teatro Municipal), Mónica Calle e Francisco Frazão (Teatro do Bairro Alto), Igor Regalla e Susana Menezes (LU.CA), John Romão e Patrícia Portela (Teatro Viriato)
Direção de fotografia, correção de cor: Miguel Nabinho
Assistência de imagem: João Martinho
Direção de som, misturas: Miguel Martins
Montagem: Francisco Moreira
Música: Gabriel Ferrandini
Grafismos: Diogo Dias João
Estúdio de imagem e equipamento: Screen
Estúdio de som e equipamento: McFly
Assessoria de imprensa: Helena César
Documentação fotográfica: Bruno Simão
Produção executiva: John Romão e Salomé Lamas
Produção: BoCA
Coprodução: EGEAC, Teatro Viriato
Parceria: São Luiz Teatro Municipal, Teatro Romano, Teatro do Bairro Alto, LU.CA – Teatro Luís de Camões
Parceria Media: Antena 1, Antena 2
Agradecimentos: Aníbal Fernandes, Joana Gomes Cardoso, Jonas Omberg

Entre 31 de julho e 16 de agosto, o texto de Artaud é interpretado por cinco atores diferentes, em cinco teatros vazios durante o período de confinamento. Inspirado na provocatória conferência de Antonin Artaud, em 1933, na Sorbonne, que o público foi abandonando até ficar vazia – 87 anos depois, a recriação de O Teatro e a Peste é interpretada, num primeiro momento, no Museu de Lisboa – Teatro Romano, pelo ator Albano Jerónimo e pela coordenadora do espaço, Lídia Fernandes, a 31 de julho, às 21:00, seguindo-se a apresentação em diversos teatros, com outros atores e diretores artísticos dos equipamentos: Cucha Carvalheiro com Aida Tavares, no São Luiz Teatro Municipal; Mónica Calle com Francisco Frazão, no TBA – Teatro do Bairro Alto; Igor Regalla com Susana Menezes, no LU.CA – Teatro Luís de Camões; John Romão com Patrícia Portela, no Teatro Viriato.

Como um vírus, o mesmo texto, a mesma direção e a mesma montagem dão lugar, em cada teatro, a um filme de aproximadamente 40 minutos, revelando uma nova interpretação do texto de Artaud e uma nova arquitetura, em ressonância com o teatro e a pandemia atual.

Estabelecendo um paralelismo entre a impossibilidade de habitar os teatros (na sequência das salas estarem vazias, como medida preventiva do contágio da COVID-19) e o episódio de 6 de abril de 1933 na Sorbonne (a sala ficou vazia durante a conferência de O Teatro e a Peste de Artaud, que encontrava uma analogia entre o teatro e a peste), John Romão e Salomé Lamas traduzem cenicamente e cinematograficamente O Teatro e a Peste durante o período de confinamento, em teatros vazios, com atores diferentes e com a participação dos diretores dos respetivos equipamentos. É proposta uma nova potência do texto de Antonin Artaud, numa analogia entre o episódio de 1933 e o tempo presente, com o público privado de habitar os teatros em todo o mundo.

A 6 de abril de 1933, a convite de René Allendy, Antonin Artaud propôs ao público da Sorbonne uma conferência com o estranho título O Teatro e a Peste. Ninguém prenunciava o espetáculo que ali iria ter lugar. A única documentação existente é apresentada no Diário, de Anaïs Nin: “Allendy e Artaud sentados atrás de uma grande secretária. Allendy apresentou Artaud. A sala estava apinhada. (…) não há palavras para descrever o que o Artaud interpretava no estrado da Sorbonne. Esquecia a conferência, o teatro, as suas ideias, o doutor Allendy ao seu lado, o público, os jovens estudantes, a sua mulher, os professores e os encenadores. Tinha o rosto em convulsões de angústia e os cabelos ensopados em suor. Os olhos dilatavam-se, enrijava os músculos, os dedos lutavam para conservar a flexibilidade. Berrava. Delirava. Representava a sua própria morte, a sua própria crucificação. As pessoas começaram a ficar de respiração cortada. Depois desataram a rir. Toda a gente ria! Assobiava. Por fim, as pessoas foram saindo uma a uma, com um grande ruído, a falar, a protestar. Ao saírem, batiam com a porta. (…) Mas Artaud continuava, até ao último suspiro.

Em abril de 2020, em pleno período de confinamento obrigatório, derivado da pandemia COVID-19, os teatros estão vazios. É recriada a conferência O Teatro e a Peste, de Antonin Artaud.

 

Calendário de transmissões

  • 31 julho, 21h Museu de Lisboa – Teatro Romano
  • 2 agosto, 21h São Luiz Teatro Municipal
  • 7 agosto, 21h Teatro do Bairro Alto
  • 12 agosto, 21h LU.CA – Teatro Luís de Camões
  • 15 agosto, 21h Teatro Viriato
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