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07 - 08 Fevereiro
Lola Arias (curadoria)

Mis Documentos com Filipe Pereira / Tálata Rodriguez

12€
Performance

07 - 08 Fevereiro

Programa 2:
sex 7 fevereiro e sáb 8 fevereiro (21h30)
com Filipe Pereira / Tálata Rodriguez

Performance
Preço 12€
Menores de 25 anos: 5€
Programas 1 e 2: 9€ + 9€

Sala Principal
Duração 45 min + 45 min

Classificação Etária:

M/12

Curadoria Lola Arias
Dramaturgia Bibiana Mendes Picado
Conferências-performance de Filipe Pereira, Marta Mateus, Pedro Penim e Tálata Rodríguez
Apoio à residência artística Estúdios Victor Córdon

Filipe Pereira é coreógrafo, bailarino e designer floral. Como coreógrafo destaca as peças Nova Criação e O que fica do que passa, em colaboração com Teresa Silva; e Hale — Estudo para um organismo artificial, em colaboração com Aleksandra Osowicz, Inês Campos, Helena Martos e Matthieu Ehrlacher. Como bailarino tem vindo a trabalhar com João dos Santos Martins, Sofia Dias & Vítor Roriz, Dinis Machado, Beatriz Cantinho e Martine Pisani, entre outros. Como designer desenvolve o seu recente projeto Antese, em que cria composições florais para diversos fins.

Tálata Rodriguez é poeta oral, migrante, performer e orientadora de workshops. Dedica-se à poesia e à sua encenação em diversos formatos. As suas performances e peças dramáticas incluem a conferência Padre Postal, com que se apresentou em Buenos Aires (Mis Documentos, 2014), Santiago do Chile, Santiago de Compostela e Berlim; a peça de teatro LimboScroll; e o disco de vinil Carretera, com a banda chilena González y los Asistentes. Publicou os livros Primera línea de Fuego e Tanta Ansiedad. Actualmente colabora com o programa da Universidade de Harvard Pre-Texts. As suas intervenções-vídeo receberam os prémios BIENAL SUR — Arte en Territorios do projeto Soñar Soñar e PREMIOARCOIRIS para a criação audiovisual latino-americana, entre outros. Participou entre outros nos festivais Dos Eidos Fest, POETAS (Espanha), LATINALE (Alemanha), Felix Poetry Fest (Bélgica), Feira do Livro de Guadalajara (México) e FPM (Chile).

Mis Documentos é um ciclo de conferências-performance em que artistas de diferentes disciplinas apresentam uma investigação pessoal, uma experiência radical, uma história que secretamente os obceca. Mis Documentos tem um formato mínimo: a artista em cena com os seus documentos. Uma maneira de tornar visíveis as pesquisas que às vezes se perdem numa pasta sem nome no computador.

O género da lecture-performance nasceu nos anos 1960 como forma de converter um discurso em obra de arte, tendo depois proliferado no teatro, na dança e nas artes visuais. Mis Documentos procura o contágio entre a arte conceptual, a investigação e o teatro, num espaço onde possam conviver discursos, formatos e públicos de diferentes disciplinas.

Tendo-se realizado entre 2012 e 2017 em Buenos Aires, agora é a vez da versão portuguesa, sempre com curadoria da dramaturga, encenadora e realizadora Lola Arias —­ que já esteve em Lisboa com Chácara Paraíso (com Stefan Kaegi), El año en que nací, Melancolía y Manifestaciones e Campo Minado. Haverá quatro conferências-performance, apresentadas em programas duplos. Uma vinda da Argentina, pela poeta Tálata Rodriguez, e três criações locais: do coreógrafo e bailarino Filipe Pereira, da cineasta Marta Mateus e do ator e encenador Pedro Penim.

O coreógrafo e bailarino Filipe Pereira apresenta Arranjo Floral, uma conferência-performance sobre um artista nascido em Fátima, entre procissões gigantescas, arranjos de flores e lojas de souvenirs religiosos. Um percurso que nos leva através de uma biografia que vai da fé ao ateísmo, da virgindade ao despertar sexual, da arte das flores à arte da dança e vice-versa. Acompanhado por flores, coreografias e histórias, Filipe deixa-nos a pensar sobre quanto do nosso passado está em tudo o que fazemos, quanto do nosso destino está escrito e quanto está nas nossas mãos.

A poeta e performer Tálata Rodriguez apresenta Padre Postal e resgata da humidade as cartas do seu pai xamã, rockeiro e leitor de Tarot da guerrilha colombiana. Aos seis anos, Tálata mudou-se para Buenos Aires com a sua avó e entabulou com o pai uma relação epistolar. Ao longo dos anos, essas cartas, por vezes acompanhadas por penas, pedaços de cortiça e objetos, foram constituindo uma espécie de museu. Hoje, Tálata volta a ler essas cartas como quem lê no baralho de tarot a mensagem cifrada do passado e do futuro.

 

Programa 1:
qua 5 fevereiro 21h30 e qui 6 fevereiro 19h
Marta Mateus
A ver navios

Pedro Zegre Penim
Nisto

 

Programa 2:
sex 7 fevereiro e sáb 8 fevereiro (21h30)
Tálata Rodriguez
Padre Postal

Filipe Pereira
Arranjo Floral

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