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04 Dezembro
Nuno Leão, Mariana Pinho & Ricardo Noronha

Mark Fisher: O espectro de um mundo que podia ser livre

Entrada Livre
Discurso
Mark Fisher

04 Dezembro

4 dezembro
sábado 16h

Discurso
Mark Fisher
Preço Entrada livre (sujeita à lotação) mediante inscrição prévia até 31 novembro para bilheteira@teatrodobairroalto.pt
Sala Manuela Porto
Duração 2h

Apoio: IHC, FCSH. O IHC é financiado por fundos nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

Imagem: Bruno Caracol

Condições de acesso
• Haverá medição de temperatura sem registo à entrada do espaço. É obrigatório o uso de máscara dentro do edifício antes, durante e depois das sessões
• Desinfete as mãos e adote as medidas de etiqueta respiratória
• Mantenha a distância de segurança e evite o aglomerar de pessoas
• Traga o seu bilhete de casa ou, caso tenha mesmo de comprar o bilhete no TBA, escolha o pagamento contactless por cartão de débito ou MBway.
• Coloque as máscaras e luvas descartáveis nos caixotes de lixo indicados
• Nas entradas e saídas, siga as recomendações da equipa do TBA
• Não é possível alterar o seu lugar após indicação do mesmo pela Frente de Sala.

Ricardo Noronha é investigador do Instituto de História Contemporânea (NOVA FCSH). Os seus tópicos de investigação incluem a conflituosidade social, o pensamento crítico e as transformações da economia política durante a segunda metade do Século XX. É autor de «A banca ao serviço do povo». Política e Economia durante o PREC (1974-75 (Lisboa: Imprensa de História Contemporânea, 2018) e coeditor de Greves e conflitos sociais em Portugal no século XX (Lisboa: Colibri, 2012).

“Se os próprios fundamentos da nossa experiência”, diz Mark Fisher, “como o sentido do espaço e do tempo, podem ser alterados, não quererá isso dizer que as categorias pelas quais vivemos são elas próprias plásticas, mutáveis?” É em torno da noção de consciência que o projeto de Acid Communism, livro deixado inacabado por Fisher e de que apenas se conhece a introdução, se discute em toda a sua amplitude – desde a forma como a “experiência psicadélica” dos anos 1960 foi capaz de se generalizar através de uma série de mediações culturais, do rock à televisão, até aos grupos de “consciencialização” feministas dos anos 1970, passando pelo desenvolvimento de uma renovada “consciência de classe” sensível a questões raciais, de género, qualidade de vida, etc., e aberta às influências do campo cultural e estético.

Invocar “o espectro de um mundo que podia ser livre”, o espectro da contracultura (e de Marcuse) funciona sem dúvida como um convite a inverter alguns dos lugares-comuns da esquerda cristalizados ao longo dos últimos vinte anos. O psicadélico – o ácido em “acid communism” – está intrinsecamente ligado à questão da consciência, como a uma realidade viva (e visível) que se expande ou se contrai, diminui ou aumenta. Nesta terceira sessão do ciclo sobre Mark Fisher, coordenada pelo investigador e tradutor Nuno Leão e por Mariana Pinho, a leitura do texto Acid Communism servirá de mote para uma conversa em torno das ideias de experiência, consciência, contracultura, trabalho e desejo no capitalismo tardio.

 

“O conceito de acid communism é uma provocação e uma promessa. Uma espécie de piada, mas com um propósito muito sério. Aponta para algo que, a dada altura, parecia inevitável, mas que hoje diríamos impossível: a convergência entre consciência de classe, os grupos de consciencialização feministas e consciência psicadélica, a fusão dos novos movimentos sociais com um projeto comunista, uma esteticização sem precedentes da vida quotidiana.”

Mark Fisher

Cliquem aqui para ler Acid Communism no original

Cliquem aqui para ler “A social and psychic revolution of almost inconceivable magnitude”: Popular Culture’s Interrupted Accelerationist Dreams

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