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06 Junho
Sílvia Pinto Coelho com Lília Mestre & Mark Tompkins, Vera Mantero, Jeroen Peeters, Mariana Tengner Barros e João Bento

Maratona de Procrastinação

No Jardim Botânico
Artes Performativas

06 Junho

domingo 10h às 20h

Bilhetes à venda na bilheteira do Jardim Botânico
Em português e inglês sem legendagem

Artes Performativas
Preço Entrada livre (sujeita à lotação) das 10h às 13h
Preço único 3€ de entrada no Jardim Botânico a partir das 13h
Jardim Botânico de Lisboa
Duração Duração 10h

Classificação Etária:

M/16

Projeto de: Sílvia Pinto Coelho com Lília Mestre e convidados
Produção executiva: Produções Independentes – Marta Moreira
Fotografia: Alípio Padilha
Apoio: Teatro do Bairro Alto, ICNOVA, FCSH – UNL, MUHNAC – Universidade de Lisboa, O Rumo do Fumo, c.e.m.

Projeto financiado pelo Governo de Portugal – Ministério da Cultura/Direção-Geral das Artes

Sílvia Pinto Coelho

Coreógrafa, e investigadora integrada no ICNOVA – FCSH (CEEC-FCT). Desde 1996 que coreografa e participa em processos de pesquisa, de pedagogia e em filmes com colaboradores de várias áreas artísticas.

Lília Mestre

Artista, performer, coreógrafa e investigadora residente em Bruxelas, trabalha sobretudo em processos colaborativos com outros artistas. Interessa-se pela prática artística enquanto ferramenta de mediação entre vários terrenos semióticos. O seu medium principal é a dança e a coreografia. Lília Mestre trabalha com composições (assemblages), partituras/enunciados (scores) e cenários intersubjetivos, enquanto artista, curadora, dramaturgista e professora. Foi cofundadora e a última coordenadora do Bains Connective Art Laboratory (1997-2016). Desde 2008 que é mentora/orientadora, anfitriã e curadora no programa associativo a.pass (advanced performance and scenography studies), onde tem desenvolvido uma pesquisa focada nos “scores” enquanto ferramenta pedagógica: ScoreScapes. É, neste momento, coordenadora artística e co-curadora da a.pass.

Jeroen Peeters

É escritor, dramaturgo e performer residente em Bruxelas. Publicou diversos textos sobre dança contemporânea e performance, teoria da arte e filosofia, incluindo um livro sobre a “qualidade do espectador” (spectatorship) na dança contemporânea, Through the Back: Situating Vision between Moving Bodies (2014). Peeters interessa-se pela documentação das linguagens do fazer, tendo montado vários projetos dialógicos com artistas no campo da dança contemporânea, que resultaram, por exemplo, num livro em colaboração com Meg Stuart: Are we here yet? (2010). Neste momento, a sua pesquisa está centrada nas ecologias da atenção, conhecimento integrado, dramaturgia, literacia material e desenvolvimento sustentado. Peeters envolve-se com regularidade em colaborações artísticas com artistas como, entre outros, Julien Bruneau, deufert+plischke, Mette Edvardsen, Jack Hauser, Sabina Holzer, Heike Langsdorf, Martin Nachbar, Meg Stuart and Jozef Wouters. Peeters está filiado como investigador na Universidade Hasselt, Faculdade de Arquitectura e Artes, e na Escola de Artes PXL-MAD

Mark Tompkins

Bailarino, coreógrafo e professor americano, vive em França desde 1973. Após uma série de solos e de colaborações de grupo, fundou a sua companhia I.D.A. em 1983. Ao longo dos anos o modo único de elaborar objetos performativos não identificados tornou-se a sua assinatura. Os solos, peças de grupo e concertos que misturam dança, música, voz, e vídeo são passos desta viagem iniciada nos anos 70, e continuaram desde 1988, com a cumplicidade do designer de cenários e figurinos, Jean-Louis Badet. A sua paixão por improvisação e composição em tempo real levam-no a colaborar com muitos bailarinos e músicos, videastas e desenhadores de luz. Reconhecido pelo seu ensino, Tompkins viaja extensivamente pelo mundo.

Vera Mantero

Estudou dança clássica com Anna Mascolo e integrou o Ballet Gulbenkian entre 1984 e 1989. Tornou-se um dos nomes centrais da Nova Dança Portuguesa, tendo iniciado a sua carreira coreográfica em 1987 e mostrado o seu trabalho por toda a Europa, Argentina, Brasil, Canadá, Coreia do Sul, EUA e Singapura. Dos seus trabalhos destacam-se os solos Talvez ela pudesse dançar primeiro e pensar depois (1991), Olímpia (1993), uma misteriosa Coisa, disse o e.e.cummings* (1996), “O que podemos dizer do Pierre” (2011), “Os Serrenhos do Caldeirão, exercícios em antropologia ficcional (2012) e Pão Rico (2017), assim como as peças de grupo Sob (1993), Para Enfastiadas e Profundas Tristezas (1994), Poesia e Selvajaria (1998), … k(?) su’psrt? i s(?)’pa?? i kõ’t?j u? doj? mu’duz?i õ’dul? (2002), Até que Deus é destruído pelo extremo exercício da beleza (2006), Vamos sentir falta de tudo o que não precisamos (2009), SUB-REPTÍCIO (corpo clandestino) (2012) e As Práticas Propiciatórias dos Acontecimentos Futuros (2018). Em 2013 e 2014 criou as instalações performativas Oferecem-se Sombras e Mais Pra Menos Que Pra Mais (em ocupação da plateia e proscénio da Culturgest e em hortas urbanas criadas para a apresentação final do projeto em 2014, no âmbito do projeto Create to Connect, financiado pela Comissão Europeia). Estes projetos, bem como O Limpo e o Sujo, no âmbito do ciclo As Três Ecologias do Maria Matos Teatro Municipal, posicionam-se de forma clara relativamente a temas fulcrais da atualidade.

Mariana Tengner Barros

Coreógrafa, bailarina e performer. O seu trabalho tem sido apresentado em diversos países na Europa e América do Sul, salientando The Trap (2011, Vencedor do Prémio do Público Jardin D’Europe, Áustria), A Power Ballad (2013) e Resurrection (2017) cocriações com o coreógrafo Mark Tompkins e Instructions for the gods: i4gods (2017), uma performance contínua de 5h em colaboração com o músico Pan.demi.CK. Colaborou com vários artistas em diferentes projetos enquanto bailarina, atriz e performer salientando Francisco Camacho, Meg Stuart, John Romão, Ballet Contemporâneo do Norte e Diana Bastos Niepce. Licenciada em dança pela Northern School of Contemporary Dance, Inglaterra (2003). Estagiou no Ballet Theatre Munich, sob a direção artística de Philip Taylor (2004). Membro fundador do coletivo artístico The Resistance Movement em Leeds (2005). Completou o Programa de Estudo e Criação Coreográfica-PEPCC no Fórum Dança em Lisboa (2009). Foi artista associada da EIRA entre 2013 e 2016. É diretora artística d’A BELA Associação. Integra a banda Kundalini XS e o projecto musical performativo Digital Pimp Hard at Work, ambos editados pela Gruta.

João Bento

João Bento é artista sonoro e visual, compõe som para dança, performance, teatro, cinema, instalações e live acts. Articulando gravações de campo, instrumentos analógicos/eletrónicos e objetos sonoros, usados num contexto multidisciplinar. Criou e desenhou som para diferentes artistas, coreógrafos, realizadores e encenadores dos quais destaca Rui Horta, João Fiadeiro, Vera Mantero, Ben J Riepe, John Romão, Marta Cerqueira, Gustavo Círiaco, Elizabete Francisca, Rui Catalão, Filipa Francisco, Paula Diogo entre outros. Paralelamente desenvolve o seu trabalho nas artes plásticas, e no campo da instalação sonora relacionando arquivos de som e processos que questionam a memória e o território. Está também envolvido em diferentes projetos musicais. A solo e em colaboração apresentou trabalhos pela Europa, bem como no México, India e Bangladesh.

Condições de acesso
• À entrada do espaço de apresentação, será medida a temperatura sem registo, enquanto a medida for recomendada pelas autoridades de saúde.
• Em todos os espaços de apresentação é obrigatório o uso de máscara antes, durante e depois das sessões.
• Desinfete as mãos e adote as medidas de etiqueta respiratória.
• Mantenha uma distância de segurança de 2 metros e evite o aglomerar de pessoas.
• Traga o seu bilhete de casa ou, caso tenha mesmo de comprar o bilhete na bilheteira, escolha o pagamento contactless por cartão de débito ou MBway.
• Coloque as máscaras e outros equipamentos de proteção descartáveis nos caixotes de lixo indicados.
• Nas entradas e saídas, siga as recomendações da equipa do TBA.
• Devido às indicações da Direção-Geral de Saúde, não é possível entrar na sala após o início da sessão ou alterar o seu lugar após indicação do mesmo pela Frente de Sala.

Dizemos PROCRASTINAÇÃO como quem diz RESISTÊNCIA. Persistência na desatenção a uma tarefa por cumprir.

Dizemos PROCRASTINAÇÃO como quem diz IMPROVISAÇÃO. A ginástica de um instinto conquistado ao tempo de trabalho.

Dizemos ESCOLA como quem diz ESCOLHA. Pondo a hipótese de uma escola de liberdade. ESCOLA de liberdade de ESCOLHA? Liberdade de procurar alternativas à produtividade, ao burnout e à cativação do tempo de atenção ao trabalho.

 

Maratona de Procrastinação concentra-se no papel que a procrastinação pode ter em processos criativos. Há um processo rico em invenção de desconhecido no ato de protelar, de fazer durar. Improvisadores, artistas, curiosos e estudantes na área da dança e da performance são convidados para estarem presentes na Maratona, um evento duracional de performance e discurso improvisados que poderá durar até dez horas, ativando um conjunto de premissas de relação a que chamamos Procrastination Score. Os convidados desta maratona são: Lília Mestre, Mark Tompkins, Vera Mantero, Jeroen Peeters, Mariana Tengner Barros e João Bento.

 

Em 2020, um Grupo de Leitura funcionou durante o primeiro confinamento para pensar a partir de textos sobre desacelerar, adiar, procrastinar, sabotar, preguiça, modos de produção; e também, claro, sobre os confinamentos e a pandemia. Na Maratona de Procrastinação (noutros termos), também no ano passado, entrevistámos oito dos convidados para o projeto (vejam estas entrevistas em baixo).

 

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