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04 - 07 Dezembro
Joana Sá, Luís J Martins e Lucas Tavares

Instalação – anti-mapa: floresta

Entrada livre
Música

04 - 07 Dezembro

4, 6 e 7 dezembro
domingo, terça e quarta 15h às 20h

Música
Preço Entrada livre (sujeita à lotação) mediante levantamento prévio de bilhete na bilheteira no próprio dia a partir das 15h
Sala Principal

Piano, conceito, criação artística, pesquisa e recolhas Joana Sá
Guitarra, conceito, criação artística, pesquisa e recolhas Luís J Martins
Criação artística, vídeo e recolhas Lucas Tavares
Conceito, pesquisa, recolhas e debates Corinna Lawrenz
Conceito, pesquisa, recolhas, desenvolvimento de plataforma casafloresta anti-mapa virtual Nik Völker
Elementos gráficos (instalação) e design de comunicação Ana Viana
Desenvolvimento web de plataforma virtual Nuno Bengalito
Desenho e operação de som (performance) Hélder Nelson
Desenho e operação de luz (performance) Miguel Ramos (Tela Negra)
Produção Sónia Gaspar
Colaboradoras André Barata, CISE – Centro de Interpretação da Serra da Estrela, Gisela Casimiro, Helena Antunes, Marta Correia, Marta Prista, Movimento Estrela Viva, Pedro Januário, Rafaela Aleixo, Rita Natálio, Sarita Mota, Susana Rodríguez-Echevarria
Coprodução Casa da Cultura de Seia, Jazz ao Centro Clube, Teatro do Bairro Alto
Apoio República Portuguesa – Cultura | Direção-Geral das Artes

Luís J Martins (Lisboa, 1978): Artista multidisciplinar (guitarrista, compositor, arranjador, improvisador, etc.). O seu percurso tem-se desenvolvido em áreas tão diversas como a música contemporânea e o formato canção. Nestes campos, a sua abordagem musical tem sido marca distintiva nos projetos em que participa, tanto em Deolinda, como em Almost a Song (com Joana Sá), Powertrio (com Joana e Eduardo Raon) e Turbamulta (com Joana, Eduardo, Nuno Aroso e Luís A. Ferreira). Estudou guitarra clássica em Lisboa, Paris, Orléans e Castelo Branco, onde concluiu a licenciatura neste instrumento. Colabora, desde 2000, com Joana Sá na criação de música para teatro, cinema, projetos para a infância, etc., tendo sido ambos coordenadores da área da música do CENTA – Centro de Estudos de Novas Tendências Artísticas, onde realizaram diversos projetos em e com a comunidade. Desta colaboração destacam-se ainda as criações/encomendas: Paixão e Folia para S. João, 2018 (último espetáculo da programação musical do Maria Matos Teatro Municipal); Almost a Songbook, 2012, e Folio I, 2020. Conceberam e partilham a direção artística da iniciativa à escuta, com a qual desenvolvem os projetos catálogo poético (2021) e CasaFloresta (2022-23). Entre vários projetos na área do cinema destaca o seu trabalho como diretor musical, arranjador, co-compositor e intérprete no filme Technoboss de João Nicolau. Integra como membro convidado os projetos musicais: 100Moondog; Secret Museum of Mankind e Omniae Large Ensemble.

Joana Sá (Lisboa, 1979): Artista (pianista-compositora, etc.). O seu trabalho é marcado pela transdisciplinaridade, experimentação e pela procura de diferentes (des)formatos artísticos.  A solo no palco, mas em colaboração com o realizador Daniel C Neves, criou a trilogia à escuta | o aberto que, entre outros, constituiu o tema do seu doutoramento (2020) em Performance (Música) na Universidade de Aveiro, enquanto bolseira da FCT.  Estudou em Lisboa, Paris, Castelo Branco e Colónia. Apresenta-se importantes programações nacionais e internacionais, editou pela Clean feed, blinker – Marke für Rezentes, Shhpuma, C.S. e gravou para as rádios Deutschlandfunk, SWR2 e Antena 2. a body as listening – resonant cartography of music (im)materialities é o seu novo trabalho a solo, que terá múltiplos outputs lançados brevemente – livro, plataforma virtual, CD, etc. Com Luís J Martins partilha a direção artística do projeto ‘à escuta’, assim como inúmeros projetos dos quais se destacam o seu duo, os projetos Powertrio, Turbamulta e as encomendas de criação com direção artística conjunta de Almost a Songbook (para o evento 100 CAGE no Teatro Municipal Maria Matos) e Paixão e Folia para São João (encomenda do Maria Matos para o seu último concerto enquanto Teatro Municipal). Juntos foram (2007-08) coordenadores da área da música do CENTA, Centro de Estudos de Novas Tendências Artísticas em Vila Velha de Ródão no qual desenvolveram diversos projetos artísticos em e com a comunidade.

Nik Völker (Würzburg, Alemanha, 1981): Informático com especialização na visualização de dados em formatos digitais e impressos. Reside, desde 2011, em Portugal (Lisboa), e desde 2018 em Figueiró da Serra, Gouveia. Detém um BA em Estudos de Média da Heinrich-Heine-Universität Düsseldorf (2011) e um MA em Estudos de Cultura da Universidade Católica Portuguesa de Lisboa (2015), com contribuições académicas na área das artes visuais tais como “Traces otherwise than archiving. De–collecting and recalling images from the Portuguese colonial past.” (2014), “Memorizing Equatorial Crossings: Lusophone Postcolonialities in Miguel Gomes’ Tabu and Zeze Gamboa’s O Grande Kilapy” (2015), “Kamára, or the opaqueness of interior space. Politics of life & belonging in the work of Portuguese filmmaker Pedro Costa.” (2015), or “Botany of burial. Cinematic travellings along the groaning woods of unbearable pasts.” (2016). Nos seus tempos livres e desde 2018, gere, sob designação Safra Culturas de Altitude, uma quinta em modo de produção biológica certificada na encosta da Serra da Estrela, com produção de açafrão, vinho, e áreas de silvicultura autóctone. Fundou, em 2019, a plataforma de informação transparente MiningWatch Portugal e pertence, desde 2020 e como ativista focado em florestas e indústrias extrativas, à iniciativa cívica Movimento Estrela Viva. Em 2020/21, participou no projeto “ReMapping Memories, Lisboa-Hamburg. Lugares de memória (pós-)coloniais” do Goethe-Institut Portugal. É membro fundador da Associação Veredas da Estrela, formada após os incêndios de agosto de 2022.

Corinna Lawrenz (Nürnberg, Alemanha, 1986): Licenciada pela Universidade de Düsseldorf e Mestre em Estudos de Cultura pela Universidade Católica Portuguesa de Lisboa, com uma tese sobre a representação da violência em 48 de Susana de Sousa Dias. Entre 2015 e 2022 foi programadora cultural e editora no Goethe-Institut Portugal, tendo coordenado o festival de cinema alemão KINO. Coprogramou o ciclo de documentários Olhares em Diálogo com Agnès Wildenstein/doclisboa (2017-2019) e foi uma das responsáveis pela conceção da conferência-workshop Tudo passa, exceto o passado, dedicado a arquivos de cinema pós-coloniais que teve lugar na Culturgest em 2019. Coorganizou, ainda, o projeto participativo Retomar a Cidade (2018-2020) com a Fundação Friedrich Ebert e o Habitar Porto. Em 2021 integra a iniciativa à escuta como coordenadora de produção, realizando, a partir de 2022, investigação e trabalho com a comunidade no âmbito do projeto CasaFloresta. É elemento do Movimento Estrela Viva e presidente da Associação Veredas da Estrela, criada após os incêndios de agosto de 2022. Tem sido moderadora de conversas, mesas redondas e encontros participativos. Vive e trabalha em e a partir de Figueiró da Serra (Gouveia).

Lucas Tavares (Rio de Janeiro, 1995): Licenciado em cinema e audiovisual pela Escola Superior Artística do Porto, tem uma especialização em Cinema e Cultura Visual pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, e é mestre em cinema pela Universidade da Beira Interior. O seu corpo de trabalho, composto maioritariamente por cinema documental, debruça-se sobre noções de paisagem, visuais e sonoras, sejam elas urbanas, rurais, ou que existam nesse meio. Podem-se destacar os filmes Dona Carmélia, que estreia em 2018 no DocLisboa, e o filme Cores de Outono, que estreia em 2020 no Curtas Vila do Conde e lhe valeu um prémio de melhor realizador.

Ana Viana: Designer de Comunicação e Artista Visual, Licenciada em Design de Comunicação pela Universidade de Lisboa (2007), cria e desenvolve vários tipos de projetos a título individual ou em parceria com artistas, performers e músicos. Colaborou com projetos do âmbito cultural e trabalhou com os mais diversos clientes, como Projecto MAP, Experimenta Design, Festival Alkantara, Serralves, Universidade Nova de Lisboa, Instituto Superior Manuel Teixeira Gomes, Lisbon Psych Fest, Festival Bons Sons, Luís J Martins, Joana Sá, Ana Nobre, Fundação EDP, Gpon Networks, We Hate Tourism Tours, Lisbon Sustainable Tourism, à escuta, Do Aberto ao Abismo do Abismo ao Aberto.

Colaboraram neste projeto

 

André Barata
Filósofo, Presidente da Faculdade de Artes e Letras da Universidade da Beira Interior.

Gisela Casimiro
Escritora, artista e ativista. Recentemente dramaturga da peça Casa com árvores dentro.

Helena Antunes
Antropóloga, presidente e cofundadora da Geradora – Cooperativa Integral.

Marta Correia
Bióloga, ligada ao Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra.

Marta Prista
Antropóloga, arquiteta e curadora, ligada ao CRIA e FCSH.

Rafaela Aleixo
Estudante e ativista da Greve Climática Estudantil da Guarda.

Rita Natálio
Artista, investigador, coordenador do projeto Terra Batida da Associação Parasita.

Sarita Mota
Historiadora, especialista em História do Brasil séc. XVI-XIX, ligada ao ISCTE.

Susana Rodríguez-Echeverría
Bióloga e coordenadora do projeto EcoLab Estrela do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra.

Fichário

As recolhas efetuadas com as comunidades (áudio e vídeo) e os contributos de colaboradores estão a ser introduzidos em fichas que podem ser consultadas na plataforma virtual www.aescuta.pt. As fichas podem ter vários tipos de conteúdos introduzidos: áudio, texto, vídeo, fotografia, etc. No final do processo de inserção de fichas, será criado um anti-mapa virtual na mesma plataforma que (des)organiza as fichas procurando estabelecer relações entre elas. Estes relacionamentos entre as diferentes recolhas e elementos poderão servir como novas ferramentas para a reflexão inicial que o projeto se propõe a fazer: Como guardar as florestas do futuro? E que florestas são estas que queremos guardar? Ao passo que esta plataforma, enquanto estrutura fragmentária e anti-hierárquica, questiona conceitos de arquivo tradicionais, ela própria torna-se, perante o desafio mais exigente que o incêndio florestal de agosto de 2022 tem vindo a ser para o projeto, o arquivo de uma paisagem em extinção. A plataforma virtual permite acompanhar o crescimento desta floresta de ideias, memórias, conhecimentos, reflexões, apontamentos poéticos, documentos, elementos do processo de trabalho, lamentos ou ainda gritos de revolta por florestas mais biodiversas e resilientes que possamos conceber como as nossas casas de abrigo e refúgio! A ser construído em e com as comunidades de Figueiró da Serra (Gouveia) a norte da Serra da Estrela e Balocas, Frádigas e Vide (Seia) a sul. Com contributos de: André Barata, Gisela Casimiro, Helena Antunes, Marta Correia, Marta Prista, Rafaela Aleixo, Rita Natálio, Sarita Mota, Susana Rodríguez-Echeverría.

Relacionando-se com a performance CasaFloresta e o fichário digital do projeto à escuta: CasaFloresta, a instalação constitui-se enquanto floresta de recolhas em áudio e vídeo, contributos de diversos colaboradores, fragmentos compilados ao longo de uma pesquisa de vários meses. Circulando entre esses objetos, acompanhados por vestígios da performance, configuram-se diversas conceções de florestas, contaminadas pelas partilhas de memórias e ideias das comunidades de dois extremos da Serra da Estrela e pelas nossas impressões e reflexões enquanto residentes temporários (equipa e colaboradores do projeto) de uma antiga casa de guarda-florestal. À medida que esta floresta se constitui, desconstroem-se as ideias de casa, palco, e instrumentos enquanto entidades fechadas em si próprias, fundindo-se com os ciclos de utilização e exploração da floresta. Enquanto partilha do processo de trabalho do projeto, a instalação convida ao relacionamento com dois territórios específicos e as suas relações com a floresta, procurando criar, na escuta atenta para a complexidade do local, novas perspetivas sobre o futuro da floresta a nível global.

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