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23 Outubro

Humanization 4tet

12€
Música

23 Outubro

23 outubro
sábado 19h30

Música
Preço 12€
< 25 anos: 5€

Sala Principal
Duração 60min

Classificação Etária:

M/6

Guitarra elétrica Luís Lopes
Saxofone tenor Rodrigo Amado
Contrabaixo Aaron González
Bateria Stefan González
Fotografia António Júlio Duarte

 

Condições de acesso
• Haverá medição de temperatura sem registo à entrada do espaço. É obrigatório o uso de máscara dentro do edifício antes, durante e depois das sessões
• Desinfete as mãos e adote as medidas de etiqueta respiratória
• Mantenha a distância de segurança e evite o aglomerar de pessoas
• Traga o seu bilhete de casa ou, caso tenha mesmo de comprar o bilhete no TBA, escolha o pagamento contactless por cartão de débito ou MBway.
• Coloque as máscaras e luvas descartáveis nos caixotes de lixo indicados
• Nas entradas e saídas, siga as recomendações da equipa do TBA
• Não é possível alterar o seu lugar após indicação do mesmo pela Frente de Sala.

Luís Lopes 

Incubou no Rock e nos Blues, antes de incursar no Jazz e na música improvisada. Constitui e lidera formações musicais que cedo o colocaram na cena internacional, das quais se destacam o Humanizariam 4tet (com o saxofonista português Rodrigo Amado e os texanos Aaron e Stefan Gonzalez), Lisbon Berlin Trio (com os alemães Christian Lillinger e Robert Landfermann), Guillotine (com o francês Valentin Ceccaldi e o norueguês Andreas Wildhagen). Participa em coletivos como os luso-suíços Big Bold Back Bone ou com músicos portugueses de onde se destacam o trio Garden (com Bruno Parrinha e Ricardo Jacinto) e o ensamble de 9 elementos lisboetas LFU-Lisbon Freedom Unit. Os seus solos assentam num conceito de experimentação que vai do noise ao pianíssimo. Destaca-se ainda o seu gosto por duos, vertente que iniciou com Jean- Luc Guionnet, Fred Lonberg-holm ou Julien Desprez. Luís Lopes tem discos editados na Clean Feed, Shhpuma Records, Wide Ears, Creative Sources, Ayler Records, JACC, e na sua própria LPZ Records, discos esses aclamados nos mais importantes jornais, revistas e blogs um pouco por todo o mundo, como a Wire (Inglaterra), Citizen Jazz, Jazz Magazine e improjazz (França), Enola Magazine (Bélgica), Downbeat, All About Jazz NY, Cadence Magazine, NY City Jazz Records, Signal to Noise, Point of Departure (Estados Unidos), Toma Jazz (Espanha), All about jazz Italy (Itália), Jazz’n’more/blues roots (Alemanha), FreeForm FreeJazz (Brasil). Tem marcado presença em palcos como: Jazz em Agosto (Gulbenkian), Jazz ao Centro Coimbra, Portalegre Jazz Fest, Seixal Jazz, Sines em Jazz, Serralves em Festa, Festival Rescaldo Culturgest, Ljubljana Jazz Fest, Konfrontationen Fest Nickelsdorf Austria, Tricollectif Soiré Tricot Fest Paris, Jazz or Jazz Fest Orlean, Clean Feed New York Fest, Clean Feed Chicago Fest, Clean Feed Colónia Fest, Free Jazz Fest Praha, Clean Feed Berlin Fest, Snug Harbor New Orleans, The Stone New York, HideOut Chicago, Ausland Berlin, Exploratorium Berlin, Occi Amesterdão, Klappfon Fest Basel, Win Zurich, Hærverk Oslo, Brötz Göteborg, Entrepreneurs Museum Moscovo, Suoni Per Il Popolo Fest Montreal, entre muitos outros.     

Rodrigo Amado 

Nomeado, pelo quinto ano consecutivo, pela prestigiada El Intruso International Critics Poll como um dos cinco melhores saxofonistas tenor em atividade, ao lado de Evan Parker, Joe Lovano, Ken Vandermark, Jon Irabagon, Ivo Perelman, James Brandon Lewis, Chris Potter ou Ingrid Laubrock, Rodrigo Amado acaba de editar A History of Nothing (Trost), o segundo álbum do quarteto que mantém com três das mais importantes figuras do jazz livre atual – Joe McPhee, Kent Kessler e Chris Corsano. Com esta formação, à frente do seu Motion Trio, com Miguel Mira e Gabriel Ferrandini, ou integrado nos Humanization 4tet, Amado realizou nos últimos anos extensas tournées na Europa e nos Estados Unidos, tendo passado por inúmeras salas de referência como o Snug Harbor em New Orleans, Hideout em Chicago, The Stone em Nova Iorque, DOM em Moscovo, Jazz House em Copenhaga, Cafe Oto em Londres, Pardon To Tu em Varsóvia, De Singer em Antuérpia, Manufaktur em Estugarda ou a State Philharmony Hall em Oradea, vendo o seu trabalho aclamado em publicações internacionais de referência como a revista The Wire, ou os jornais El País e Folha de São Paulo.  Amado afirma-se, cada vez mais, como um dos mais destacados improvisadores europeus. Como refere o crítico e escritor norte-americano Stuart Broomer nas liner notes que escreveu para This Is Our Language “Amado is an emerging master of a great tradition, more apparent with each new recording or performance”.  

Stefan Gonzalez 

Stefan Gonzalez é um baterista, percussionista e vocalista de Dallas, Texas. É acima de tudo conhecido pelas suas colaborações com as bandas da própria família, por vezes lideradas pelo seu pai, o lendário trompetista de Jazz Dennis Gonzalez, nomeadamente os Yells at Eels trio, ou a banda de Punk HardCore Akkolyte, em duo com o seu irmão Aaron Gonzalez também membro do trio. Destaca-se também a presença no super grupo do Norueguês Ingebrigt Haker Flaten Young Mothers, com os músicos texanos Jonathan Horne, Jawwaad Taylor, Jason Jackson e Frank Rosaly. Faz parte ainda da banda de GrindCore, Orgulho Primitivo e da banda de industrial noise Mother II. Stefan aponta a sua lança na direção da transcendência de barreiras e fronteiras mergulhando em diversos estilos e sub estilos musicais que vão do Punk HardCore, Industrial, Black Metal, GrindCore ao Jazz, livre improvisação e ambiental. Frequentemente atua em diversas salas locais como a Ochre House Theater em Dallas, enquanto percorre o mundo ao lado de bandas e músicos de renome como os Unconscious Collective, Asukubus, Jandek, Mike Watt, Curtis Clark Trio, Ariel Pink With Added Pizzazz, Renegade Spirits Ensemble featuring Famoudou Don Moye, Aram Shelton, Damon Smith, Tom Carter, Louis Moholo- Moholo, German Bringas, Remi Alvarez, Arturo Baez, Cojoba, e os já falados Young Mothers e Luis Lopes Humanization 4Tet, bem conhecidos em Portugal por terem atuado diversas vezes, nomeadamente ambos os grupos no Festival Jazz em Agosto da Gulbenkian. 

 Aaron Gonzalez  

Aaron Gonzalez nasceu em 1980 na cidade de Dallas, no seio de uma comunidade de músicos e artistas, dos quais fazia parte o seu pai, o célebre trompetista Dennis Gonzalez. Na sua formação adquiriu conhecimentos em vários instrumentos, até se estabelecer como contrabaixista. Cedo tomou o seu lugar nos grupos onde participavam o pai e ainda o seu irmão, Stefan Gonzalez: Trio Brujos (música tradicional Mexicana), Yells at Eels (jazz) e o duo de punk hardcore Akkolyte. Este último duo acompanha os incontornáveis Pretty Little Flower, Mass Grave, e Resigned to Fate. Yells at Eels tem vindo a tocar com convidados notáveis do universo do jazz como Tim Green, Scott Bucklin, Kim Corbet, Carl Smith, Bill Pohl, Sabir Mateen, George Cartwright, Douglas Ewart, Clyde Kerr Jr., Oliver Lake, Mark Taylor, Louis Moholo-Moholo, Alvin Fielder e Rodrigo Amado, nos Estados Unidos e Europa. Tem tocado com diversas bandas de rock experimental tais como: MFM, Life-Death Continuum, Aphonic Curtains, Bundle of Joy, Mazinga Phaser II, Unconscious Collective, Pantheon Bar Vanguard, SUBKommander e The Good Sons. Nos últimos anos tem também tocado com formações direccionadas para a livre improvisação como Tidbits, Zanzibar Snails, The Monks of Saturnalia, assim como as individualidades Douglas Ewart, Tatsuya Nakatani, Matt Lavelle e o contrabaixista Ingebrigt Håker-Flaten com quem desenvolve o novo grupo The Hymn Project, do qual faz parte o seu pai. Neste momento desenvolve o novo solo Deflowered Electric Flesh Bride e compõe música para os dois grupos de formação alargada Scream of Love e Blaze a Smiling Rainbow.  

 

Acontece que somos conotados com o universo do jazz. Fará sentido? Para nós todo o sentido. O músico de jazz tem plena consciência de TODO o património que está para trás. Estuda constantemente e toma todos os riscos, ou não será um músico de jazz! Então não se correspondeu, o jazz, com a bossa nova, com o calipso, o Caribe, a música contemporânea, a clássica / erudita, a improvisada de raiz europeia, etc? Ignorar esta história é uma hipocrisia. E depois, partilhar generosamente tudo, também coisas dos mais profundos “eus” que se vão descobrindo, coisas de “nós”. Os músicos de jazz são o próprio jazz… O jazz aponta para a valorização do indivíduo, do que é particular e único, é música para descobrir individualidades… Individualidades interessantes, com estilo, um estilo próprio, sempre em relação com os “outros”, o meio, a vida. Nada vem do nada… O jazz é mundano e extremamente rico, pois procura a elevação, a inovação constante… E muitas vezes é visceral! Quando nos juntamos há tanta informação e energia a circular que a paixão e a empatia se instalam naturalmente. Deixo aqui as palavras de Guy Peters escritas para as liner notes deste novo Believe, Believe, que espelham bem o que são os Humanization e o que procuram: «O quarteto tem um som sensual, e sensual porque elaborado de diferentes maneiras […] são bandidos livres, funk, rock e noise, uns contra os outros, o que fazer sobre isso? […] estrutura e liberdade num equilíbrio magistral, realizado por uma aliança luso-americana que coloca o primeiro elemento à prova máxima e o segundo executa com um foco agudo. Em suma, “this is the shit that you wanna see in live concert”.» O jazz dos Humanization é mundano e libertino. 

 

Este novo Believe, Believe foi gravado durante a nossa última tour americana numa sessão ao vivo no Marigny Studios em New Orleans, estúdio com audiência, bar e tudo, modalidade muito usada nos Estados Unidos, fundamental para dar à música um ambiente mais orgânico e uma ajuda para pagar as despesas de gravação. É um pouco mais arriscado, mas essa situação transporta-nos para uma posição mais no limite e, consequentemente, mais autêntica, que é o que faz sentido para nós 

Believe, Believe é o título de um poema da autoria de Bob Kaufman, poeta nascido em New Orleans, conotado com o movimento Beatnik, admirado por Allen Ginsberg e outros, embora racializado e marginalizado por isso mesmo. Existencialista e mundano, a caminho do enlouquecimento, assim é o Humanization 4tet. 

 

Luís Lopes em entrevista para a Jazz.pt, 2021 

 

 

Believe in the swinging sounds of jazz,
Tearing the night into intricate shreds,
Putting it back together again,
In cool logical patterns,
Not in the sick controllers,
Who created only the Bomb.

 

Let the voices of dead poets
Ring louder in your ears
Than the screechings mouthed
In mildewed editorials.
Listen to the music of centuries,
Rising above the mushroom time.

 

Bob Kaufman

Os Humanization 4tet são um grupo formado em 2008, liderado pelo guitarrista Luís Lopes, ao qual se juntam Rodrigo Amado e os irmãos Aaron e Stefan González, oriundos do Texas. O quarteto luso-americano, que carrega referências do free jazz aos blues, punk e metal, produz de forma dinâmica uma música que vai tanto da frase melódica ao noise, como da improvisação à composição, sem nunca perder de vista o objetivo primeiro de construção conceptual e implementação de uma identidade. O reconhecimento das suas intenções e consequentes resultados tem sido corroborado pela crítica internacional, que aclamou os álbuns Live in Madison e Electricity, lançados pela editora francesa Ayler Records, e editados pela portuguesa Cleen Feed, os álbuns Humanization 4tet e o ainda recente Believe, Believe, de 2020, gravado em Nova Orleães durante a última digressão americana em 2018. É bastante claro como a identidade deste quarteto se tem vindo a construir com os muitos quilómetros feitos na estrada. A sua próxima digressão pela Europa passa nesta noite pelo TBA.

 

 

 

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