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19 Maio
Curadura

FOGO/FRICÇÃO 2

Curadura
Artes Performativas

19 Maio

quarta 19h

Pedimos ao público que traga roupa confortável

Artes Performativas
Preço Entrada livre (sujeita à lotação da sala) mediante inscrição prévia 17 maio para bilheteira@teatrodobairroalto.pt
Duração 2h

Classificação Etária:

A classificar pela CCE

Organização: Ana Rocha, Ana Rita Teodoro, Carlos Manuel Oliveira, Claraluz Keiser, João dos Santos Martins, Rita Natálio
Em residência com: Adriano Vicente, Alina Ruiz Folini, Bruno Caracol, Di Cândido, Filipe Pereira, Gisela Casimiro, Inês Neto dos Santos, Letícia Skrycky, Lula Pena, Quimera Rosa, Sara Vieira Marques, Vânia Doutel Vaz, Teresa Silva e Teresa Castro
Produção executiva: Claraluz Keiser/Associação Parasita
Imagem: Dayana Lucas
Coprodução: Associação Parasita e Teatro do Bairro Alto
Agradecimentos: Carlota Lagido, Francesco Rocca, Lucas Almeida, Manuel João Martins, Teatro Praga

A PARASITA é uma estrutura financiada pelo Governo de Portugal – Ministério da Cultura/Direção-Geral das Artes no biénio 2020—21

 

A CURADURA e o Teatro do Bairro Alto gostariam de pedir a todas as pessoas interessadas em assistir às Assembleias Polémicas Poéticas e ao Fogo Fricção para contribuirem com donativos para a campanha de recolha de fundos da Casa T Lisboa: http://bit.ly/casa-t-lisboa

Curadura coabita e fermenta no TBA. Durante três semanas propõe-se um grupo de experimentos, estudos e convívio com artistas, pensadoras e disquinhos gelatinosos de kombucha e outras bactérias, para imaginar transversalmente o teatro enquanto espaço público de responsabilidade social. ​Curadura intercala uma residência artística contínua com uma série de ​Assembleias Polémicas-Poéticas ao fim de semana e momentos de ​Fogo/Fricção ​durante a semana, em que a pesquisa e as práticas da residência são abertas à visitação.

“Tal como o kefir, nós e todos os organismos de células nucleadas, desde as amebas às baleias, somos agregados, não apenas indivíduos”, dizia a bióloga Lynn Margulis. Curadura propõe-se olhar a performatividade a partir de uma duração expandida — do espaço teatral e das suas materialidades, do corpo desde a vida bacteriana e suas fermentações, de palavras e slogans como redomas onde se alimentam artificialmente “géneros” e “naturezas” ou, simplesmente, cultivando a atenção sobre as plantas. Propõe-se o teatro como lugar de relação descentrado da “visão”, espaço de partilha do que habitualmente não se vê, questionando os seus modelos de coletividade tantas vezes forçados. Indisciplinando as práticas, multiplicando temporalidades, e abrindo a experiência à indeterminação dos processos, quer-se problematizar as fronteiras políticas do teatro, transbordando-as.

PARASITA, associação criada em 2014 no concelho de Santarém, funciona como uma cooperativa de artistas que partilham recursos e objetivos num ambiente em que a dança se torna cada vez mais um suporte fluído, cruzado por estudos práticos e teóricos, práticas expandidas, discussões sobre fronteiras entre fazer e curar, problematizações da responsabilidade cultural dos artistas e agentes conexos.

Condições de acesso
• À entrada do Teatro, será medida a temperatura sem registo, enquanto a medida for recomendada pelas autoridades de saúde.
• No TBA, é obrigatório o uso de máscara dentro do edifício antes, durante e depois das sessões.
• Desinfete as mãos e adote as medidas de etiqueta respiratória.
• Mantenha uma distância de segurança de 2 metros e evite o aglomerar de pessoas.
• Traga o seu bilhete de casa ou, caso tenha mesmo de comprar o bilhete na bilheteira, escolha o pagamento contactless por cartão de débito ou MBway.
• Coloque as máscaras e outros equipamentos de proteção descartáveis nos caixotes de lixo indicados.
• Nas entradas e saídas, siga as recomendações da equipa do TBA.
• Devido às indicações da Direção-Geral de Saúde, não é possível entrar na sala após o início da sessão ou alterar o seu lugar após indicação do mesmo pela Frente de Sala.

A programação Fogo/Fricção é diferente todas as semanas durante a residência de Curadura. Para saber o que vai acontecer em cada semana, veja regularmente este website.

 

Fogo/Fricção é um momento para cultivar a alegria com práticas partilhadas, estudo compartilhado, experiências coletivas, leituras, visionamento de filmes, práticas de aquecimento no decorrer das residências. O segundo Fogo/Fricção do Curadura será um momento de surpresa onde micro-organismos irão mediar processos de fermentação e divagação.
Encontrar alívio na possibilidade de estarmos juntes, a conversar e a contemplar o espaço e o tempo expandir. Nesta sessão será ainda projetado o filme Becoming Extinct (Wild Grass) de Elke Marhöfer.

 

 

 

Becoming Extinct (Wild Grass)
Elke Marhöfer
16 mm transferidos para HD, cor / som, 23 minutos, Rússia 2017.

 

O filme e o projeto de pesquisa são uma exploração por ecologias de extinção e sobrevivência colaborativa nas estepes do sul da Rússia.

Os conceitos de extinção e devir são difíceis de pensar em conjunto, ambos são mais do que apenas uma metáfora e nenhum deles oferece uma saída fácil. Remetendo cada vez mais espécies às margens de forma cada vez mais rápida, a extinção expõe o nível extraordinário de perturbação e precariedade que a união da ciência e do capitalismo impôs à nossa e às outras espécies. A maioria das criaturas e lugares da Terra foram medidos, consumidos, esgotados, infetados, eliminados e mortos de uma ou outra forma. O devir acrescenta uma dimensão afetiva à nossa relação com o meio ambiente e ajuda a apreender o desaparecimento das espécies, não só como destrutivo e definitivo, mas como transitório. Devir-com-os-mortos mobiliza a nossa imaginação para uma vida futura sem reconciliação ou um lugar para se esconder. Abrange a luta pela sobrevivência coletiva juntamente com o não-humano. Para tornar isso possível, poderemos precisar estabelecer uma abordagem inclusiva para a conservação e sobrevivência ecológica, onde a reprodução humana não é o fator mais importante. Podemos começar a entender o mundo não como o “nosso” ambiente, o “nosso” clima, a “nossa” época, a “nossa” sobrevivência, os “nossos” filmes ou as “nossas” imagens. Na tentativa de fazer isso, o projeto foca o sensoriamento de plantas, uma escavação arqueológica de cavalos do final do período Paleolítico, um projeto de restauração ecológica de pastagens e as cianobactérias. Assembleias de cianobactérias desencadearam o que é chamado de Grande Evento de Oxigenação, mudando drasticamente o metabolismo e a composição do planeta ao converter os gases mais inóspitos da atmosfera da jovem Terra em oxigénio, tornando possível a vida vegetal e animal, mas também levando à extinção de organismos anaeróbios intolerantes ao oxigénio.

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