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11 Março
Axy Demba, Catarina Laranjeiro, Marinho Pina e Umaro Sabali

Dos Teleteatros a Bissauflix

Entrada livre (sujeita à lotação)
Discurso

11 Março

sábado 16h

Discurso
Preço Entrada livre (sujeita à lotação) mediante levantamento prévio de bilhete (máximo de 2 por pessoa) na bilheteira no próprio dia a partir das 15h

Sala Manuela Porto
Duração 2h

Apresentação no âmbito do projeto African Modes of Self-Filming: Popular Films in Transnational Flow (2020.00202.CEECIND) financiado pela FCT, e acolhido pelo IHC-NOVA / FCSH

Em 2006, estreou Barafunda, o primeiro teleteatro guineense, com estrondoso sucesso. Teleteatros são obras de teatro filmadas, inspiradas em Nollywood, e comercializadas informalmente. Nos meses seguintes, a produção de teleteatros tornou-se viral. Eram a crítica social possível à crise económica e política.

À época, em Bissau, o abastecimento de água era semanal, a eletricidade inexistente e o preço do arroz subia constantemente, tendo a maio- ria da população cada vez menos dinheiro para o comprar. Já a política interna inspirava um filme de Hollywood. Nino Vieira, beligerante que havia perdido a Guerra Civil de 1998, havia ganho as últimas eleições presidenciais e atos pessoais de vingança dominavam o seu mandato. Quando se temia uma nova guerra, o vídeo, enquanto meio de gravação e reprodução, exponenciava a criação de novos imaginários. Do vídeo passou-se ao digital, e do comércio informal à partilha na Internet. Atualmente, são muitas as séries e os sketches que, circulando entre a Guiné-Bissau e a diáspora, ilustram as ironias e os paradoxos da história contemporânea da Guiné-Bissau.

Este é um assunto de conversa entre o realizador Axy Demba (um dos responsáveis pelo projeto Bissauflix), a investigadora Catarina Laranjeiro, o escritor, realizador e investigador Marinho Pina e o músico, ator e mecânico Umaro Sabali.

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