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11 Janeiro
Afrolis

Djidiu

Entrada livre
Discurso
Práticas de leitura

11 Janeiro

sáb 11 janeiro 18h30

Preço Entrada livre (sujeito à lotação)
Sala Manuela Porto
Duração 2h

Fotografia promocional Afrolis

Como nasceu a ideia de fazer esta publicação?
A ideia inicial era refletir sobre a experiência negra em Portugal abordando diferentes temáticas como Amor, Família, Educação, Padrões de Beleza, etc. e partilhar essas reflexões em formato de textos que acabaram por ser, na sua maioria ,poemas. Um dos principais objetivos foi a produção de conhecimento sobre a própria realidade, que é indispensável para a preservação e divulgação da própria cultura. A experiência de vida como africanos / negros no mundo tem particularidades que quisemos partilhar através da poesia e de outras manifestações literárias. Quisemos publicar para que a palavra chegasse a mais pessoas.

Quanto tempo demoraram a fazê-la?
Ao longo de doze meses mais um (de março de 2016 a março de1027), reuníamos uma vez por semana, todas as quartas-feiras, no espaço do GTO Lx (Grupo de Teatro do Oprimido de Lisboa), para partilhar conhecimentos sobre poesia africana e produzir os nossos próprios poemas, em torno de temáticas mensais, que foram apresentados em diferentes estabelecimentos da cidade de Lisboa, no último domingo de cada mês. As apresentações mensais eram feitas sempre em diferentes espaços de convívio, associações, cafés, restaurantes ou bares, com o intuito de habitarmos Lisboa, levando os nossos corpos negros falantes a locais onde, muitas vezes, não estamos presentes.  O grupo Djidiu tornou-se uma plataforma de aprendizagem onde o desconstruir, o construir e o reconstruir narrativas estiveram em constante diálogo.

 

O que acabou por não caber na edição?
Foi dificil a seleção de poemas, mas o resultado final acabou por ser bastante fiel e representativo do que fomos partilhando ao longo das sessões ao públicas. Por isso, ficámos satisfeitos com a seleção dos poemas que integram esta edição.

Contam fazer mais edições? Qual a regularidade do projecto?
Gostaríamos de fazer mais edições do Djidiu. De momento o projeto está numa fase de reestruturação mas a ideia é voltar à carga em 2020 com outras temáticas mas sempre partindo da experiência negra.

Como tem corrido a distribuição? Onde se pode encontrar?
A distribuição tem sido feita de forma muito privada, o que não é ideal. No entanto, temos tido oportunidade em participar em feiras de livros e por vezes através de contacto direto. As pessoas enviam-nos um email (radioafroli@gmail.com) ou uma mensagem no Facebook e nós enviamos o livro. Já enviámos livros para o Brasil e EUA, por exemplo.

Que comentários têm tido?
Um dos comentários que mais repetimos é de uma mulher negra que no dia do lançamento de o livro em 2018, no Museu do Aljube, nos disse “Se eu tivesse tido acesso a este livro antes talvez não me tivesse sentido tão sozinha.” Outro comentário interessante foi de uma académica Brasileira, Francy Silva, que num artigo para a publicação Buala escreve:

“A iniciativa de uma obra como Djidiu faz-nos lembrar algumas ações semelhantes no contexto brasileiro. Podemos destacar, por exemplo, a coletânea Cadernos Negros, publicação fundamental para a divulgação da literatura negra produzida no Brasil. O primeiro volume dos Cadernos Negros surgiu no ano de 1978, contemplando a produção de oito poetas. A partir de 1980, autores que organizavam a antologia criaram o grupo Quilombhoje-Literatura que é, desde então, responsável pela edição e publicação dos Cadernos. É importante ressaltar que, desde a sua primeira edição, em 1978, os Cadernos Negros são publicados ininterruptamente, revezando entre coletâneas de poemas e contos. Em dezembro de 2017 foi publicado o quadragésimo volume dos Cadernos.”(https://www.buala.org/pt/a-ler/djidiu-a-heranca-do-ouvido-poemas-para-sacudir-mentes-e-iluminar-caminhos)

Práticas de Leitura são encontros de regularidade incerta em torno de publicações entusiasmantes porque urgentes, interessantes, desarmantes ou prementes, autoeditadas ou não. Nestes encontros, trata-se de ler e conversar sobre o que se lê. Alguns encontros contam com a presença de quem escreveu e editou.
Neste primeiro encontro, com a presença das autoras, o foco é sobre o livro Djidiu — a herança do ouvido. Djidiu é uma coletânea de poemas sobre a experiência negra em Portugal. A obra é resultado de uma iniciativa da Afrolis, um projeto de rádio criado por afrodescendentes a viver em Lisboa, que, entre 2016 e 2017, mobilizou pessoas negras a produzirem e divulgarem textos seus ou de pessoas que considerassem relevantes.

 

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