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01 - 29 Junho
Isabel Brison

Ditas e Desditas da Estatuária Lisbonense

Entrada Livre
Discurso
Programa Digital

01 - 29 Junho

Primeiro lançamento: 2 março 2021
Segundo lançamento: 1 junho 2021
Último lançamento: outubro 2021

ditasedesditas.teatrodobairroalto.pt/

Discurso
Programa Digital
Preço Entrada Livre
Website Ditas e Desditas

Isabel Brison estudou e iniciou a sua carreira artística em Lisboa, tendo-se mudado para Sydney em 2014, onde agora trabalha primariamente em programação web. Licenciada em Escultura pela Universidade de Lisboa, e Mestre em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa, o seu trabalho foi recentemente exposto na coletiva Fiction and Fabrication in Post-Digital Architectural Photography (2019) no MAAT, Lisboa.

Misturando acontecimentos históricos com narrativas ficcionais, Ditas e Desditas da Estatuária Lisbonense reúne um conjunto de histórias centradas em monumentos e conjuntos escultóricos de Lisboa.Funcionando como uma série online, é apresentada sob a forma de páginas web, compostas de texto, imagens fotográficas em maior ou menor grau manipuladas e ligações para fontes bibliográficas e outros recursos. Trata-se de um trabalho lúdico, com aspetos deliberadamente informativos, sem se pretender esgotar nestes. A série abriu com uma visita a Belém, onde encontramos vestígios da Exposição do Mundo Português de 1940 no desenho da Praça do Império, e observamos o que mudou desde então. Neste segundo lançamento, os episódios levar-nos-ão do Chiado dos poetas até ao antigo polo industrial da Damaia, passando por outro espaço monumental no centro da cidade: o Parque Eduardo VII.

 

“Quem habita os jardins da cidade? Mulheres anónimas e escritores; esculturas de pedra, mais delicadas do que os monumentos de bronze que encontramos nas artérias principais da cidade. São as mulheres os alvos mais comuns de vandalismo, facilitado pela fragilidade do material, pela localização frequentemente recôndita e pela escala mais humana das estátuas. As condições que nos permitem aproximar-nos e ter uma relação mais próxima com elas são as mesmas que as tornam suscetíveis de sofrer violência.

Já os brônzeos poetas do Chiado não têm qualquer motivo de preocupação, e, no caso de Camões, a altura imponente do seu pedestal impede qualquer abordagem, amigável ou não.

Trata-se de dois tipos de esculturas: as que podem ser entendidas como monumentos, sendo mais ou menos monumental a sua escala, porque se referem a pessoas específicas que são merecedoras de homenagem, e as que servem apenas um propósito decorativo, ou que retratam conceitos abstratos. Estas últimas, embora frequentemente modeladas a partir de pessoas específicas, não são retratos dessas pessoas, mas de ideias que, à falta de melhor representação, se servem de jovens corpos femininos como veículo.

Os presentes capítulos ponderam esta diversidade de situações do ponto de vista das próprias estátuas, num misto de acontecimentos reais e hipotéticos que culmina numa reencenação da histórica manifestação feminista de 1975 no Parque Eduardo VII.”

 

Isabel Brison

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