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01 - 22 Outubro
Rui Eduardo Paes

Curso de História da Música Experimental

Passe 4 sessões 30 eur
Música

01 - 22 Outubro

1, 8, 15 e 22 outubro
sábado 14h-16h30

•O acesso ao TBA deve fazer-se pela Porta Principal situada na Rua Tenente Raul Cascais 1A, junto ao Largo do Rato.
•Na Bilheteira, participantes serão encaminhadas para atravessar a passadeira técnica da Sala Principal e descer três pisos até à Sala de Ensaios.
•Pessoas com cadeira de rodas deverão entrar diretamente em contacto com o TBA para agilizar uma entrada alternativa através do Largo Hintze Ribeiro.
•Para outras questões de mobilidade, por favor entre em contacto com bilheteira@teatrodobairroalto.pt.

Música
Preço Preço por sessão 10 eur
Passe 4 sessões 30 eur

Sala de Ensaios
Duração Duração de cada sessão 2h30

Programa
Sessão 1
-Antecedentes: Dada (poesia fonética, Kurt Schwitters) e Futurismo (arte do ruído, Luigi Russolo).
-Como se refletem/influenciam na/a música experimental de hoje.
-Descolando da música erudita 1: Indeterminismo (John Cage, Morton Feldman, Christian Wolff, David Tudor) e musique concrète (Pierre Schaeffer, Pierre Henry);
-Microtonais e inclassificáveis (Harry Partch, Moondog, Giacinto Scelsi, Ivan Wyschnegradsky)

Sessão 2
-Descolando da música erudita 2: Fluxus (George Maciunas, Dick Higgins, George Brecht, Alison Knowles, Yoko Ono);
-Música livre (AMM, Musica Elettronica Viva, New Phonic Art, Taj Mahal Travellers);
-Minimalismo (La Monte Young, Steve Reich, Terry Riley) e derivações (Phill Niblock, Glenn Branca, Rhys Chatham);
-Música experimental por computador (de Xenakis a Merzbow)

Sessão 3
-Descolando da música erudita 3: Canto (Cathy Berberian, Meredith Monk, Diamanda Galas, Fatima Miranda, Phil Minton, Jaap Blonk);
-Novos instrumentos (de Nicolas Collins e Ben Neil a Michel Waiswisz e Ellen Fulmann, com particularização do caso português de Rafael Toral);
-Música experimental em contextos intermedia ou com índole performativa (Mauricio Kagel): performance-arte, dança, teatro, etc.

Sessão 4
-Adoções: Rock experimental ou art rock (de DNA a Residents, e derivações) e jazz de vanguarda (de Anthony Braxton a Steve Coleman, e derivações);
-Música experimental e músicas estabelecidas de índole experimental. O que quer dizer, designadamente, a expressão “experimental”? O que é ainda experimental, num tempo em que parece que já tudo foi feito na música? Que antecipações é possível fazer quanto ao futuro, hoje?

Jornalista cultural de profissão com especializações em música, arte intermedia, dança e performance-arte, atualmente a colaborar com a revista digital Rimas e Batidas, Rui Eduardo Paes foi o editor da Jazz.pt, o curador do ciclo Jazz no Parque (Fundação de Serralves) e um dos dois coprogramadores do Queer Fest. Foi o autor dos press releases das editoras discográficas Clean Feed e Shhpuma e das folhas de sala do Jazz em Agosto da Fundação Calouste Gulbenkian, tendo desempenhado iguais funções para a Culturgest – Fundação Caixa Geral de Depósitos, o Centro Cultural de Belém, a Fundação de Serralves e a Casa da Música. Realiza regularmente conferências, seminários e ações didáticas e teve atividade como professor (História do Jazz, História da Música Contemporânea, Jornalismo e Crítica Musical), na ETIC – Escola de Tecnologias, Inovação e Criação e na Escola Superior de Tecnologias e Artes de Lisboa. Escreveu nas publicações Diário de Lisboa, Diário Popular, Diário de Notícias, Independente e Expresso, entre outras. Foi cofundador e jurado da Bolsa Ernesto de Sousa, em representação da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento. Cofundou e codirigiu a associação de músicos e artistas sonoros, visuais e performativos Granular. Foi assessor de Imprensa do Teatro Nacional D. Maria II e do Festival Internacional de Teatro, assessor da direção do Serviço ACARTE da Fundação Calouste Gulbenkian e promo head da distribuidora discográfica MVM. Tem 10 livros publicados sobre música, na sua relação com outras artes e com temáticas da filosofia, das ciências sociais e da teoria política, além de participar em sete outros de autoria coletiva. Produziu ou coproduziu vários discos (Carlos “Zíngaro”, Duplex Longa, etc.) e teve um projeto musical, Astronauta Desaparecido, com dois álbuns editados, Sound & Fury e Virus From Outer Space.

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O que tem a música dita experimental, ou exploratória, de distinto relativamente a certas incursões no domínio da música contemporânea? O facto de ser criada, geralmente, fora do domínio conservatorial e erudito, na maior parte das vezes em corte epistemológico com a “tradição”, situando-se nas margens da música popular e por vezes até adotando aspetos desta. A sua história é de distanciamentos dos padrões instituídos, com ênfase na criação de algo de novo e inédito – mesmo quando em combinação de géneros e estilos correntes ou pegando em técnicas, processos e instrumentos convencionais, de alguma maneira torcendo, adaptando e levando os mesmos mais longe, desbravando caminhos que ou acabam por ser assimilados ou se singularizam nas suas autorias. Nas quatro sessões do Curso de História da Música Experimental, o ensaísta, jornalista, programador e crítico Rui Eduardo Paes visita e problematiza uma série diversa de casos de dissidência para com os padrões instituídos e de criação do que é diferente e esteticamente inconformado, sempre com exemplos concretos em áudio ou vídeo.

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