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12 - 30 Maio
PARASITA

Curadura

Artes Performativas

12 - 30 Maio

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Passe 3 Assembleias Polémicas-Poéticas 15€

Artes Performativas
Preço Preço único: 7€
Passe 3 Assembleias Polémicas-Poéticas: 15€
Fogo-Fricção: Entrada livre (sujeita à lotação) mediante inscrição prévia
Sala Principal

Organização: Ana Rocha, Ana Rita Teodoro, Carlos Manuel Oliveira, Claraluz Keiser, João dos Santos Martins, Rita Natálio
Participantes e coorganizadores das assembleias: BEE. The United Kingdom of Beeshas, Carmo Gê Pereira, Hugo Dunkel, Puta da Silva, Quimera Rosa e Rizoma Cooperativa Integral
Em residência com: Adriano Vicente, Alina Ruiz Folini, Bruno Caracol, Di Cândido, Filipe Pereira, Gisela Casimiro, Inês Neto dos Santos, Letícia Skrycky, Lula Pena, Quimera Rosa, Sara Vieira Marques, Vânia Doutel Vaz, Teresa Silva e Teresa Castro
Produção executiva: Claraluz Keiser/Associação Parasita
Imagem: Dayana Lucas
Coprodução: Associação Parasita e Teatro do Bairro Alto
Agradecimentos: Carlota Lagido, Francesco Rocca, Lucas Almeida, Manuel João Martins, Teatro Praga

A PARASITA é uma estrutura financiada pelo Governo de Portugal – Ministério da Cultura/Direção-Geral das Artes no biénio 2020—21

 

A CURADURA e o Teatro do Bairro Alto gostariam de pedir a todas as pessoas interessadas em assistir às Assembleias Polémicas Poéticas e ao Fogo Fricção para contribuirem com donativos para a campanha de recolha de fundos da Casa T Lisboa: http://bit.ly/casa-t-lisboa

Adriano Vicente (Lisboa, 1991) é bailarino e performer. Iniciou a sua formação em dança, em 2007, no Quorum Academy, em 2013 integrou o curso PEPCC do Fórum Dança, em Lisboa, que abandonou para ingressar na P.A.R.T.S., em Bruxelas. Colaborou em diferentes projetos, dos quais Dawn (2016) de Marten Spanberg, Louisianna e The Olympics de Nikima Jagudajev, 2018 de André e. Teodósio, Xtraordinário do Teatro Praga, em 2020 apresentou a solo a peça “Coreografia” de João dos Santos Martins. Além destes trabalhos, colabora ainda com o DJ Audiopath num projeto que tenta aliar a música electrónica, a dança e o corpo.

Alina Ruiz Folini (Argentina) é artista, bailarina e pesquisadora. Seu trabalho se move entre dança, coreografia, escrita e práticas curatoriais e foi apresentado em Brasil, Uruguai, Chile, Argentina, EUA, Espanha, Portugal, entre outros. Mestre em Práctica Escénica e Cultura Visual – Museu Nacional de Arte Reina Sofía. É diretora artística de ARQUEOLOGÍAS DEL FUTURO em Buenos Aires. Co-cria Projeto TÁCTIL com Leticia Skrycky.

Ana Rita Teodoro é uma coreógrafa pluridisciplinar. A base do seu trabalho repousa na ideia de uma “Anatomia Delirante”, que procura extrapolar temporalidades, matérias, texturas, formas, cores, temperaturas e funções do corpo humano convencionado. Criou as peças MelTe, Orifice Paradis, Sonho d’Intestino, Palco, Assombro,Your Teacher, please e FoFo. Colabora com diferentes artistas em projetos pontuais na área da dança, da performance e da música.

Ana Rocha (Porto) uma espécie de canivete suíço na área cultural e artística há 20 anos. Estudou História da Arte, Arte Contemporânea e Artes Visuais. Co-dirigiu e fundou a MEZZANINE. Participou em TRANSLOCA, CAREWhere?\CAREZINE, TanzKongress’19. Desenvolve o seu próprio trabalho artístico. Colabora com Renan Martins, Meg Stuart, Phillipe Quesne, entre outros. Faz mediação e programação cultural (TAMANHO M, XXATENEUXXI, Cultura em Expansão, To School Out of School). Associada do Ateneu Comercial do Porto. Colabora com Sekoia, entre outras estruturas. Foi membro da Ação Cooperativista. Co-fundadora da LAVACURA.

BEE. The United Kingdom of Beeshas parte da ideia de colmeia e aqueerlombamento artístico, para polinizar ideias, ressignificar linguagens, abrir as portas para novas linguagens onde corpos negres queer são responsáveis por suas próprias narrativas, por interagir coletivamente por meio da arte, da festa, do cuidado. Se as abelhas sumissem da face da Terra, a humanidade teria apenas mais quatro anos de existência. Sem abelhas não há polinização, não há reprodução da flora. Sem flora não há animais, sem animais não há vida. Sem vida, não há beeshas. Sem beeshas, não há festa, não há cultura, não há fervo!

Bruno Caracol (1980) fez parte da Cantina Cooperativa, entre outras cozinhas associativas; com o colectivo AFAVA foi cozinheiro residente em projectos como Almar em Almada, Hallo Festspiele em Hamburgo e Floating University em Berlim. Está interessado na forma como a comida afeta o nosso organismo e o povoa de outros, por meio da germinação e fermentação.

Carlos Manuel Oliveira é coreógrafo, performer, e investigador. Dedica-se à crítica da relação entre a coreografia e a dança, bem como aos modos de existência do conhecimento que lhes estão associados, através de projectos vários de investigação, curadoria e criação artísticas, individualmente e em colectivo.

Claraluz Keiser é produtora cultural, geógrafa e urbanista. De origem multicultural e multissetorial, atuou em diferentes projetos (desenvolvimento rural e urbano, festivais, investigação, projetos culturais e artísticos, urbanismo participativo) no Brasil, França, Portugal, África do Sul, EUA e Índia. Atualmente, é produtora executiva da associação Parasita e co-fundadora da Rizoma Cooperativa Integral.

Dayana Lucas (1987, Caracas – Venezuela). Licenciada em Design de Comunicação pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (2006—2010). Foi co-fundadora da Oficina Arara (2010—2017) e colabora desde 2010 com o colectivo SOOPA que se desdobra em diversas áreas: música, teatro, dança contemporânea, entre outros. Desenvolve uma pesquisa prática na área do desenho e realizou diversas exposições colectivas e individuais em Portugal e no Brasil. Trabalha também como designer na área da cultura, tendo colaborado com músicos, artistas plásticos e diversas instituições culturais portuguesas.

Di Candido aka DIDI é Pesquisador, Produtor Cultural, DJ e Performer. Idealizador dos projectos Bee. e House of DiDi, seu percurso conversa com temas relacionados à (re) territorialização coletiva, identidade, ativismo e performance antirracista, na produção cultural e artística queer de artistas negres em Diaspórica por Portugal.

Filipe Pereira é coreógrafo, bailarino e designer floral. O seu trabalho tem-se desenvolvido a partir de uma reflexão sobre a hierarquia dos dispositivos nas artes cénicas, dispersando a coreografia para os diversos elementos constituintes de um espetáculo, como a luz e a cenografia.

Gisela Casimiro (Guiné-Bissau, 1984) é uma escritora, artista e activista portuguesa. Publicou Erosão (poesia, 2018, Urutau) a título individual e fez parte de antologias como Rio das Pérolas (poesia inédita, Ipsis Verbis, 2020) e Venceremos! Discursos escolhidos de Thomas Sankara (tradução, Falas Afrikanas, 2020). Nos últimos anos assinou crónicas regulares no Hoje Macau, Buala e Contemporânea. Participou ainda em exposições no Armário, Zé dos Bois, Balcony e Museu Nacional de Etnologia. Dirige o departamento de Cultura do INMUNE – Instituto da Mulher Negra em Portugal.

House of Didi é um queerlombo criativo: unidade de acolhimento, suporte, visibilidade e resistência aos artistas queer negres da cena Lisboeta em forma de festa. É uma reverência à cultura Ballroom e aos ritmos afrodiaspóricos, do Vogue ao FUNK, do R & B ao dancehall e tudo que o beat nos levar.

Hugo Dunkel é sinónimo de cultura alimentar. Formou-se em diversas áreas: Design de Produto, Alimentos Fermentados, Agricultura Biodinâmica, Encadernação, Permacultura e Nutrição Ortomolecular. Tem um grande interesse nas narrativas alimentares, na permacultura enquanto metodologia de design e um grande fascínio pelo mundo da fermentação alimentar. Desenvolve formação, projectos e programação cultural em torno do pensamento crítico e criativo sobre estas matérias, com museus, teatros e outras instituições culturais e agrícolas.

Inês Neto dos Santos, mestre em Comunicação Visual, Royal College of Art 2016, é artista multidisciplinar. A sua prática situa-se entre a performance e a instalação, utilizando comida, pessoas e espaços como metáforas e estímulos para gerar discussão e diálogo, em torno da sustentabilidade, narrativa, união e colaboração.

João dos Santos Martins (Santarém, 1989) João dos Santos Martins (Santarém, Portugal, 1989) é um artista que trabalha a partir e através da dança, explorando entre formatos vários como a coreografia, a curadoria e a edição. Preza, no seu trabalho, por modos de fazer colectivos tendo criado peças conjuntamente com Min Kyoung Lee, Cyriaque Villemaux, Rita Natálio e Ana Rita Teodoro, entre outras colaborações. Como bailarino integrou recentemente propostas de Eszter Salamon, Xavier le Roy e Moriah Evans. Desenvolve intermitentemente, com Ana Bigotte Vieira e Carlos Manuel Oliveira, uma timeline comparativa para a dança em Portugal apresentada em pequenas exposições temporárias. É fundador e editor do jornal Coreia.

João Martinho nasceu em 1997 e estudou cinema na Escola Superior de Teatro e Cinema. Realizou as curtas metragens Ex- Venus in Furs (2017) e Irene (2019).

Leticia Skrycky (Montevidéu, 1985) é designer cênica e criadora. Tem desenvolvido o seu trabalho principalmente na área da performance e dança contemporânea. Tomando a iluminação como ponto de partida, ela investiga práticas de colaboração e cocriação entre humanes, não-humanes, e linguagens no palco. É colaboradora de váries artistas como designer e diretora técnica, e realiza peças em cocriação com distintes colegas. leticia-skrycky.tumblr.com

Lula Pena (Lisboa, 1974), anartista.

Puta da Silva, multiartista afrotravesti goiana, é formada em teatro pela UFU/ Universidade Federal de Uberlândia e mestre em teatro pela Escola Superior de Teatro e Cinema, Portugal. Foi produtora e curadora do Movimento Cultural O Olho da Rua da companhia Acazô. Dirigiu o espetáculo Benedites da companhia Ocupa Teatro. Dirigiu e atuou em diversas outras obras no teatro, televisão e cinema. É criadora e uma das fundadoras da Associação Casa T Lisboa (Centro de acolhimento, sociabilização e autonomização transvestigenere ). Em 2021, lançará E.P.I Travesti (Equipamento de Proteçāo Individual Travesti ), o seu primeiro álbum audiovisual, composto por 7 videoclipes. Realizado em Lisboa, E.P.I Travesti conta com a participação de artistas imigrantes. O álbum já possui duas obras publicadas e indicadas para importantes festivais de música e vídeo.

Quimera Rosa (ES/AR/FR) é um laboratório nómada criado em Barcelona em 2008 que investiga e experimenta o corpo, a tecnociência e as identidades. Conscientes dos discursos transfeministas e pós-identitários, procuram experimentar identidades híbridas e flexíveis que possam esbater as fronteiras dos binómios do pensamento ocidental moderno. A maior parte do seu trabalho é feita de uma forma colaborativa, sempre livre de direitos autorais. https://quimerarosa.net/

Rita Natálio é artista e pesquisador. Lésbica não-binária. Os seus espaços de prática relacionam poesia, ensaio e performance. Doutorando em Estudos Artísticos na FCSH-UNL e Antropologia na USP, com bolsa FCT, pesquisa o recente debate sobre o conceito de Antropoceno e o seu impacto sobre a redefinição disciplinar e estética das relações entre arte, política e ecologia. A partir da sua pesquisa doutoral, realizou uma série de conferências-performance, entre elas “Antropocenas” (2017) com João dos Santos Martins,  “Geofagia” (2018) e “Fóssil” (2020).

Rizoma Cooperativa Integral é uma mercearia comunitária e participativa que pertence aos próprios membros e é gerida por estes. O projeto baseia-se em valores sociais, ecológicos e colaborativos e não no lucro. É uma iniciativa que visa combinar qualidade, sustentabilidade, preços acessíveis, colaboração e cidadania ativa. www.rizomacoop.pt/

Sara Vieira Marques é artista, desenhadora cénica e performer. Encontra-se actualmente a finalizar o seu filme/tese em Antropologia-Culturas Visuais, aprofundando uma prática que se move nos campos das artes visuais, antropologia, filosofia, cinema e instalação. Mantém duradouras colaborações artísticas com o encenador João Pedro Vaz e com o coreógrafo Gustavo Ciríaco.

Teresa Castro é professora associada em estudos cinematográficos na Université Sorbonne Nouvelle – Paris 3. Uma parte importante da sua pesquisa mais recente tem-se concentrado sobre as relações entre cinema e animismo e as formas de vida vegetais na cultura visual. Em paralelo das suas atividades académicas, desenvolve também um trabalho de crítica e de programação.

Teresa Silva é coreógrafa e bailarina. Desenvolve o seu trabalho desde 2008, realizando colaborações com artistas nacionais e internacionais, movendo-se principalmente entre Portugal, França e Itália. É transversal às suas obras a reflexão sobre o tempo, a relação entre figura e fundo e o uso da cenografia como matéria coreográfica.

Vânia Doutel Vaz nasceu em 1985. Aos 5 anos a dança atravessa-lhe a vida e, até aos dias de hoje, leva-a pelo mundo fora a desenvolver a sua prática. Tanto na vida pessoal como profissional, evita lugares comuns, estáticos e de definição permanente.

Condições de acesso
• À entrada do Teatro, será medida a temperatura sem registo, enquanto a medida for recomendada pelas autoridades de saúde.
• No TBA, é obrigatório o uso de máscara dentro do edifício antes, durante e depois das sessões.
• Desinfete as mãos e adote as medidas de etiqueta respiratória.
• Mantenha uma distância de segurança de 2 metros e evite o aglomerar de pessoas.
• Traga o seu bilhete de casa ou, caso tenha mesmo de comprar o bilhete na bilheteira, escolha o pagamento contactless por cartão de débito ou MBway.
• Coloque as máscaras e outros equipamentos de proteção descartáveis nos caixotes de lixo indicados.
• Nas entradas e saídas, siga as recomendações da equipa do TBA.
• Devido às indicações da Direção-Geral de Saúde, não é possível entrar na sala após o início da sessão ou alterar o seu lugar após indicação do mesmo pela Frente de Sala.

Curadura coabita e fermenta no TBA. Durante três semanas propõe-se um grupo de experimentos, estudos e convívio com artistas, pensadoras e disquinhos gelatinosos de kombucha e outras bactérias, para imaginar transversalmente o teatro enquanto espaço público de responsabilidade social. ​Curadura intercala uma residência artística contínua com uma série de ​Assembleias Polémicas-Poéticas ao fim de semana e momentos de ​Fogo/Fricção ​durante a semana, em que a pesquisa e as práticas da residência são abertas à visitação.

“Tal como o kefir, nós e todos os organismos de células nucleadas, desde as amebas às baleias, somos agregados, não apenas indivíduos”, dizia a bióloga Lynn Margulis. Curadura propõe-se olhar a performatividade a partir de uma duração expandida — do espaço teatral e das suas materialidades, do corpo desde a vida bacteriana e suas fermentações, de palavras e slogans como redomas onde se alimentam artificialmente “géneros” e “naturezas” ou, simplesmente, cultivando a atenção sobre as plantas. Propõe-se o teatro como lugar de relação descentrado da “visão”, espaço de partilha do que habitualmente não se vê, questionando os seus modelos de coletividade tantas vezes forçados. Indisciplinando as práticas, multiplicando temporalidades, e abrindo a experiência à indeterminação dos processos, quer-se problematizar as fronteiras políticas do teatro, transbordando-as.

PARASITA, associação criada em 2014 no concelho de Santarém, funciona como uma cooperativa de artistas que partilham recursos e objetivos num ambiente em que a dança se torna cada vez mais um suporte fluído, cruzado por estudos práticos e teóricos, práticas expandidas, discussões sobre fronteiras entre fazer e curar, problematizações da responsabilidade cultural dos artistas e agentes conexos.

 

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