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22 - 23 Maio
ASSEMBLEIA POLÉMICA-POÉTICA 2

com Rizoma Cooperativa Integral e Hugo Dunkel

Curadura
Artes Performativas

22 - 23 Maio

sábado e domingo NOVO HORÁRIO 11h

Artes Performativas
Preço Preço único 7€
Passe 3 Assembleias Polémicas-Poéticas 15€
Sala Principal
Duração 2h

Organização: Ana Rocha, Ana Rita Teodoro, Carlos Manuel Oliveira, Claraluz Keiser, João dos Santos Martins, Rita Natálio
Com: Hugo Dunkel & Rizoma Cooperativa Integral
Em residência com: Adriano Vicente, Alina Ruiz Folini, Bruno Caracol, Di Cândido, Filipe Pereira, Gisela Casimiro, Inês Neto dos Santos, Letícia Skrycky, Lula Pena, Quimera Rosa, Sara Vieira Marques, Vânia Doutel Vaz, Teresa Silva e Teresa Castro
Produção executiva: Claraluz Keiser/Associação Parasita
Imagem: Dayana Lucas
Coprodução: Associação Parasita e Teatro do Bairro Alto
Agradecimentos: Carlota Lagido, Francesco Rocca, Lucas Almeida, Manuel João Martins, Teatro Praga

A PARASITA é uma estrutura financiada pelo Governo de Portugal – Ministério da Cultura/Direção-Geral das Artes no biénio 2020—21

 

A CURADURA e o Teatro do Bairro Alto gostariam de pedir a todas as pessoas interessadas em assistir às Assembleias Polémicas Poéticas e ao Fogo Fricção para contribuirem com donativos para a campanha de recolha de fundos da Casa T Lisboa: http://bit.ly/casa-t-lisboa

Curadura coabita e fermenta no TBA. Durante três semanas propõe-se um grupo de experimentos, estudos e convívio com artistas, pensadoras e disquinhos gelatinosos de kombucha e outras bactérias, para imaginar transversalmente o teatro enquanto espaço público de responsabilidade social. ​Curadura intercala uma residência artística contínua com uma série de ​Assembleias Polémicas-Poéticas ao fim de semana e momentos de ​Fogo/Fricção ​durante a semana, em que a pesquisa e as práticas da residência são abertas à visitação.

“Tal como o kefir, nós e todos os organismos de células nucleadas, desde as amebas às baleias, somos agregados, não apenas indivíduos”, dizia a bióloga Lynn Margulis. Curadura propõe-se olhar a performatividade a partir de uma duração expandida — do espaço teatral e das suas materialidades, do corpo desde a vida bacteriana e suas fermentações, de palavras e slogans como redomas onde se alimentam artificialmente “géneros” e “naturezas” ou, simplesmente, cultivando a atenção sobre as plantas. Propõe-se o teatro como lugar de relação descentrado da “visão”, espaço de partilha do que habitualmente não se vê, questionando os seus modelos de coletividade tantas vezes forçados. Indisciplinando as práticas, multiplicando temporalidades, e abrindo a experiência à indeterminação dos processos, quer-se problematizar as fronteiras políticas do teatro, transbordando-as.

PARASITA, associação criada em 2014 no concelho de Santarém, funciona como uma cooperativa de artistas que partilham recursos e objetivos num ambiente em que a dança se torna cada vez mais um suporte fluído, cruzado por estudos práticos e teóricos, práticas expandidas, discussões sobre fronteiras entre fazer e curar, problematizações da responsabilidade cultural dos artistas e agentes conexos.

Alina Ruiz Folini (Argentina) é artista, bailarina e pesquisadora. Seu trabalho se move entre dança, coreografia, escrita e práticas curatoriais e foi apresentado em Brasil, Uruguai, Chile, Argentina, EUA, Espanha, Portugal, entre outros. Mestre em Prática Escénica e Cultura Visual – Museu Nacional de Arte Reina Sofía. É diretora artística de ARQUEOLOGÍAS DEL FUTURO em Buenos Aires. Cocria Projeto TÁCTIL com Leticia Skrycky.

Ana Rita Teodoro é uma coreógrafa pluridisciplinar. A base do seu trabalho repousa na ideia de uma “Anatomia Delirante”, que procura extrapolar temporalidades, matérias, texturas, formas, cores, temperaturas e funções do corpo humano convencionado. Criou as peças MelTe, Orifice Paradis, Sonho d’Intestino, Palco, Assombro,Your Teacher, please e FoFo. Colabora com diferentes artistas em projetos pontuais na área da dança, da performance e da música.

Ana Rocha (Porto) uma espécie de canivete suíço na área cultural e artística há 20 anos. Estudou História da Arte, Arte Contemporânea e Artes Visuais. Codirigiu e fundou a MEZZANINE. Participou em TRANSLOCA, CAREWhere?\CAREZINE, TanzKongress’19. Desenvolve o seu próprio trabalho artístico. Colabora com Renan Martins, Meg Stuart, Phillipe Quesne, entre outros. Faz mediação e programação cultural (TAMANHO M, XXATENEUXXI, Cultura em Expansão, To School Out of School). Associada do Ateneu Comercial do Porto. Colabora com Sekoia, entre outras estruturas. Foi membro da Ação Cooperativista. Cofundadora da LAVACURA.

Bruno Caracol (1980) fez parte da Cantina Cooperativa, entre outras cozinhas associativas; com o coletivo AFAVA foi cozinheiro residente em projetos como Almar em Almada, Hallo Festspiele em Hamburgo e Floating University em Berlim. Está interessado na forma como a comida afeta o nosso organismo e o povoa de outros, por meio da germinação e fermentação.

Carlos Manuel Oliveira é coreógrafo, performer, e investigador. Dedica-se à crítica da relação entre a coreografia e a dança, bem como aos modos de existência do conhecimento que lhes estão associados, através de projetos vários de investigação, curadoria e criação artísticas, individualmente e em coletivo.

Claraluz Keiser é produtora cultural, geógrafa e urbanista. De origem multicultural e multissetorial, atuou em diferentes projetos (desenvolvimento rural e urbano, festivais, investigação, projetos culturais e artísticos, urbanismo participativo) no Brasil, França, Portugal, África do Sul, EUA e Índia. Atualmente, é produtora executiva da associação Parasita e cofundadora da Rizoma Cooperativa Integral.

Filipe Pereira é coreógrafo, bailarino e designer floral. O seu trabalho tem-se desenvolvido a partir de uma reflexão sobre a hierarquia dos dispositivos nas artes cénicas, dispersando a coreografia para os diversos elementos constituintes de um espetáculo, como a luz e a cenografia.

Hugo Dunkel é sinónimo de cultura alimentar. Formou-se em diversas áreas: Design de Produto, Alimentos Fermentados, Agricultura Biodinâmica, Encadernação, Permacultura e Nutrição Ortomolecular. Tem um grande interesse nas narrativas alimentares, na permacultura enquanto metodologia de design e um grande fascínio pelo mundo da fermentação alimentar.  Desenvolve formação, projetos e programação cultural em torno do pensamento crítico e criativo sobre estas matérias, com museus, teatros e outras instituições culturais e agrícolas.

Inês Neto dos Santos, mestre em Comunicação Visual, Royal College of Art 2016, é artista multidisciplinar. A sua prática situa-se entre a performance e a instalação, utilizando comida, pessoas e espaços como metáforas e estímulos para gerar discussão e diálogo, em torno da sustentabilidade, narrativa, união e colaboração.

João dos Santos Martins (Santarém, 1989) é artista. A sua prática distribui-se em múltiplas colaborações, experimentando entre formatos vários como a coreografia, a curadoria, a edição e a investigação.

Leticia Skrycky (Montevidéu, 1985) é designer cênica e criadora. Tem desenvolvido o seu trabalho principalmente na área da performance e dança contemporânea. Tomando a iluminação como ponto de partida, ela investiga práticas de colaboração e cocriação entre humanes, não-humanes, e linguagens no palco. É colaboradora de váries artistas como designer e diretora técnica, e realiza peças em cocriação com distintes colegas. leticia-skrycky.tumblr.com

Lula Pena (Lisboa, 1974), anartista.

Rita Natálio é artista e pesquisador. Lésbica não-binária. Os seus espaços de prática relacionam poesia, ensaio e performance. Doutorando em Estudos Artísticos na FCSH-UNL e Antropologia na USP, com bolsa FCT, pesquisa o recente debate sobre o conceito de Antropoceno e o seu impacto sobre a redefinição disciplinar e estética das relações entre arte, política e ecologia. A partir da sua pesquisa doutoral, realizou uma série de conferências-performance, entre elas Antropocenas (2017) com João dos Santos Martins, Geofagia (2018) e Fóssil (2020).

Rizoma Cooperativa Integral é uma mercearia comunitária e participativa que pertence aos próprios membros e é gerida por estes. O projeto baseia-se em valores sociais, ecológicos e colaborativos e não no lucro. É uma iniciativa que visa combinar qualidade, sustentabilidade, preços acessíveis, colaboração e cidadania ativa. www.rizomacoop.pt/

Sara Vieira Marques é artista, desenhadora cénica e performer. Encontra-se atualmente a finalizar o seu filme/tese em Antropologia-Culturas Visuais, aprofundando uma prática que se move nos campos das artes visuais, antropologia, filosofia, cinema e instalação. Mantém duradouras colaborações artísticas com o encenador João Pedro Vaz e com o coreógrafo Gustavo Ciríaco.

Teresa Castro é professora associada em estudos cinematográficos na Université Sorbonne Nouvelle – Paris 3. Uma parte importante da sua pesquisa mais recente tem-se concentrado sobre as relações entre cinema e animismo e as formas de vida vegetais na cultura visual. Em paralelo das suas atividades académicas, desenvolve também um trabalho de crítica e de programação.

Vânia Doutel Vaz dança há 31 anos. Desenvolveu e apresentou a sua prática pela Europa, África, América do Norte, Médio Oriente, Austrália e Nova Zelândia. Tanto a nível pessoal como profissional, Vânia estabelece-se como performer, numa constante e contínua pesquisa sobre identidade.

Condições de acesso
• À entrada do Teatro, será medida a temperatura sem registo, enquanto a medida for recomendada pelas autoridades de saúde.
• Em todos os espaços de apresentação é obrigatório o uso de máscara dentro do edifício antes, durante e depois das sessões.
• Desinfete as mãos e adote as medidas de etiqueta respiratória.
• Mantenha uma distância de segurança de 2 metros e evite o aglomerar de pessoas.
• Traga o seu bilhete de casa ou, caso tenha mesmo de comprar o bilhete na bilheteira, escolha o pagamento contactless por cartão de débito ou MBway.
• Coloque as máscaras e outros equipamentos de proteção descartáveis nos caixotes de lixo indicados.
• Nas entradas e saídas, siga as recomendações da equipa do TBA.
• Devido às indicações da Direção-Geral de Saúde, não é possível entrar na sala após o início da sessão ou alterar o seu lugar após indicação do mesmo pela Frente de Sala.

As Assembleias Polémicas-Poéticas do projeto Curadura são encontros públicos semanais que funcionam como “concentrados de energia”, onde um grupo de artistas residentes e convidades pontuais orbitam em torno de perguntas liminares que precisam de muitas pessoas humanas e extra-humanas para pensar.

 

 

Neste segundo fim de semana, a assembleia é realizada em colaboração com a Rizoma Cooperativa Integral, uma mercearia comunitária autogerida em Lisboa, e com Hugo Dunkel, eterno apaixonado pela cultura alimentar e digestiva. Da mesma forma que os micro-organismos presentes na kombucha contaminam o bioma onde se encontram, imagina-se o espaço público como um bioma fértil para o encontro, especulação e transformação. A comida em cima da mesa, ou mesmo virar a mesa ao contrário para comer mais perto do chão.

 

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