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04 - 06 Fevereiro
Tânia Carvalho

Captado pela intuição

12€
Dança
Dupla

04 - 06 Fevereiro

sexta e sábado 19h30
domingo 17h

Preço 12€
Menores de 25 anos: 5€
Passe Tânia Carvalho 9€ + 9€

Sala Principal
Duração 40min

Classificação Etária:

M/6

Coreografia e Interpretação Tânia Carvalho
Música XNX
Conceito de luz Tânia Carvalho
Desenho de luz Anatol Waschke, Tânia Carvalho e Zeca Iglésias
Fotografia promocional Rui Palma
Vídeo promocional Manuel Guerra
Produção Tânia Carvalho, Agência 25
Produção executiva João Guimarães (até 2020)
Administração e gestão financeira Vítor Alves Brotas (a partir de 2021)
Coprodução Centro Cultural Vila Flor e Teatro Aveirense
Residências artísticas Centro Cultural Vila Flor, O Espaço do Tempo e Teatro Viriato

Alerta! Na sequência das medidas de combate à Covid-19, para assistir aos eventos no TBA precisa de apresentar um dos seguintes comprovativos:

• Certificado Digital Covid da EU nas modalidades de Vacinação completa, ou de Testagem com resultado negativo (antigénio nas últimas 48h ou PCR nas últimas 72h) ou de Recuperação (há mais de 11 dias e menos de 180 dias).
• Comprovativo de Vacinação completa (Janssen, AstraZeneca, Moderna ou Pfizer) ou de Recuperação emitidos por países terceiros.
• Comprovativo laboratorial de testagem negativa ao SARS-CoV-2 (antigénio nas últimas 48h ou PCR nas últimas 72h).

Não são admitidos autotestes. Crianças até 12 anos estão dispensadas de apresentação de certificado. Crianças a partir dos 12 anos estão sujeitas às mesmas regras dos adultos.

Condições de acesso
• Haverá medição de temperatura sem registo à entrada do espaço.
• É obrigatório o uso de máscara dentro do edifício antes, durante e depois das sessões
• Desinfete as mãos e adote as medidas de etiqueta respiratória
• Mantenha a distância de segurança e evite o aglomerar de pessoas
• Traga o seu bilhete de casa ou, caso tenha mesmo de comprar o bilhete no TBA, escolha o pagamento contactless por cartão de débito ou MBway.
• Coloque as máscaras e luvas descartáveis nos caixotes de lixo indicados
• Nas entradas e saídas, siga as recomendações da equipa do TBA
• Não é possível alterar o seu lugar após indicação do mesmo pela Frente de Sala.

Diz várias vezes que muito pouco, quase nada, tem a acrescentar ao que nos dá a ver, a ver mexer, a ouvir, a sentir: o que posso dizer sobre o que faço que não tenha dito no que faço?

Tânia Carvalho fala connosco como coreógrafa, actriz, bailarina, música, ilustradora: por todos estes caminhos, ao longo dos anos, tem passado a sua maneira de comunicar, de pôr em comum. Não importa o como, o meio ou a forma, da peça de dança ao desenho: haverá lá atrás uma força psíquica que se transforma em mecânica e em gesto, que se dissolve debaixo de cada passo, cuja opacidade espelha o mistério da origem, a vista da distância; alguma coisa que se murmura ao ouvido, um segredo ou uma sombra, e logo nos tornamos detectives à procura.

Então, as perguntas ganham corpo: o que pode valer uma folha de sala, uma sinopse e outros rituais de contextualização da obra? Por outras palavras: como recebemos o que vem dali da frente? Proposta de aparente simplicidade: com tudo com que chegamos a este lugar onde nos sentamos. Aqui estamos, vindos das coreografias e os filmes já vistos, das canções e da memória, dos livros e dos mitos. Da ressonância das coisas que passaram. Encontraremos depois a forma e o fonema, o corte e a repetição, o movimento e a paragem. Depois, tudo se pode tornar num jogo: estamos livres de uma exegese que nos fecha os parêntesis, e se quisermos, madmud poderá ser redrum poderá ser rosebud poderá ser captado pela intuição: duas sombras saem de um corpo, espalham-se no chão e crescem em direcções opostas para o fim do palco. Miragem, miragens: umas vezes Conrad Veidt como Gwynplaine em The Man Who Laughs ou como Cesare em Das Cabinet des Doctor Caligari. Ao longe Diamanda Galás ou El Hombre Caballo. Outras vezes, outras visões: cada um de nós trará as suas e depois talvez deseje falar sobre isso.

No final, seremos devorados pelas sombras: tudo há-de escurecer e como num sonho ficaremos a sós, num tempo não linear, acausal. E como na canção, tudo estará no lugar certo.

 

Eduardo Brito, argumentista e realizador

O autor escreve segundo o antigo Acordo Ortográfico

“Tânia Carvalho delimita, com uma luminosidade de contornos cinematográficos, o seu território de desenho coreográfico a rosto, torso e membros superiores. Um figurino negro enraíza-a, imóvel no centro do palco, onde se faz acompanhar por uma sonoplastia minimal hipnótica, compondo um solo de uma beleza tão subtil quanto grandiosa.”

Alexandra Balona, Público

“Uma pessoa, só, em cima de um palco, dificilmente foge a não o ser… mas será que está aqui mais alguém? Há tanto tempo que aqui estou. O que é isto? O que são estas coisas?
Ah! Sou eu! Estou onde? Estou presa neste sítio.”

Tânia Carvalho

Captado pela Intuição surge da interpelação que a coreógrafa fez a si própria: “o que é isso de querer estar a fazer uma peça para mim?” Em vez de ir à procura, ficou à espera que os movimentos lhe aparecessem de forma intuitiva, que passassem através dela, deixando-os fluir livremente. O resultado é um solo que se situa entre o abstracionismo lírico e o figurativismo, um dualismo entre o seu lado expressionista e o movimento coreográfico rigorosamente desenhado.

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