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25 Setembro
Valérie Castan

Audiodescrição de espetáculos coreográficos

Entrada Livre
Dança
Pensar a Audiodescrição em Dança

25 Setembro

Em francês com tradução simultânea
Entrada livre (sujeita à lotação) mediante levantamento prévio de bilhete (máximo de 2 por pessoa) na bilheteira no próprio dia a partir das 15h

Dança
Pensar a Audiodescrição em Dança
Preço Entrada livre (sujeita à lotação) mediante levantamento prévio de bilhete (máximo de 2 por pessoa) na bilheteira no próprio dia a partir das 15h
Sala Manuela Porto
Duração 2h

Programa Pensar a audiodescrição em Dança

Encontro
23 Setembro
sexta 10h – 14h
Sessão de escuta de audiodescrições com a participação da APEDV
Britt Hatzius. Audiodescrição como ferramenta performativa 

Workshop
24 Setembro
sábado 10h – 14h
Valérie Castan. Experimentar com a descrição 

Conferência
24 Setembro
sábado 16h
Eliana Franco. A audiodescrição em dança como processo contínuo de interação, investigação e evolução. 
Duração 90 min.

Workshop
25 Setembro
domingo 10h – 14h
Mariana Rodrigues. Movimento e escrita criativa
Eliana Franco. Sensibilização à audiodescrição para dança

Conferência
25 Setembro
domingo 16h
Valérie Castan. Audiodescrição de espetáculos coreográficos 
Duração 2h

Valérie Castan é artista coreográfica e audiodescritora. Formada em Dança pelo CNDC de Angers em 1986 e licenciada em metodologia de audiodescrição para cinema, no Esit, Paris-Dauphine, metodologia esta que transpõe para  a audiodescrição de espetáculos coreográficos.

A audiodescrição é um processo de acessibilidade que consiste em descrever verbalmente uma obra para pessoas cegas e com baixa visão. A audiodescrição em dança coloca diversas questões, uma vez que ela é em si abstrata, isto é, não existe na maioria das vezes um guia de texto e/ou uma dramaturgia clara (uma narrativa) que conduza a espectadora. Que vocabulário escolher para descrever as referências visuais, os movimentos, as ações complexas? Como invocar a emoção no espectador quando este pode não ter referências visuais e corporais possíveis na sua memória e imaginário em relação à dança?

Sob a curadoria da bailarina e coreógrafa Ana Rita Teodoro, apresenta-se um programa de conferências, workshops e encontros com o intuito de lançar a pista de que a audiodescrição para a dança pode ser pensada como um projeto de investigação entre artistas, audiodescritores e o público em questão.

A dança e as artes performativas interdisciplinares têm-se interessado pela questão da acessibilidade com uma dimensão criativa, o que verificamos nos trabalhos de artistas como Valérie Castan e Britt Hatzius, que usam a audiodescrição como uma ferramenta performativa e, por vezes, política. Trazer estes exemplos é poder, eventualmente, pensar numa acessibilidade que seja, em si própria, parte integrante do processo criativo das obras artísticas.

 

Descrever um espetáculo coreográfico significa decifrar a imagem, a coreografia: interpretá-la, traduzi-la em palavras. No trabalho da descrição procura-se estar atento ao modo como as palavras agem na nossa imaginação cinestésica, pretendendo com estas ativar perceções e imagens mentais. A prática descritiva induz modos de observação específicos, um ato desorganizador, que desvia o nosso olhar para o de quem não pode ver. Na audiodescrição de um espectáculo coreográfico, a oralidade interfere na escrita descritiva. Nesta conferência abordar-se-á o efeito performativo da linguagem

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