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Projecto Teatral – nenhuma entrada entrem

Entre 22 de outubro e 23 de dezembro, o Teatro Maria Matos e a Culturgest apresentam catorze obras do Projecto Teatral, num gesto que ambiciona criar as condições para um encontro com um dos projetos artísticos portugueses mais singulares das últimas duas décadas.

O Projecto Teatral iniciou a sua atividade em 1994 e, ao longo dos anos, tem traçado um percurso notável, embora nem sempre muito notado. São trinta e três obras que ocupam um território artístico abrangente, incluindo não apenas o teatro, mas também as artes visuais, a arquitetura, o cinema, o vídeo e a literatura. Não se trata, porém, de uma multidisciplinaridade programática, mas antes de uma aceitação natural da materialidade insubstituível de cada proposta artística. E decorre do questionamento radical do teatro como representação do mundo. A palavra “teatro” deriva
do grego theaomai, olhar com atenção, perceber, contemplar, e cada obra do Projecto Teatral é um convite à meditação sobre a condição humana.

A arqueologia radical do Projecto Teatral toca em todos os elementos fundamentais do teatro:
o espaço, o tempo, o ator, o texto, o ritual, o espectador, a comunidade. Fá‐lo de maneira intimista, procurando o grau zero da teatralidade e o ponto em que a materialização da criação adquire uma qualidade translucida. O cheio e o oco, o ator e a sua ausência, o tempo da representação e o tempo da vida e da morte, o ritual e o espiritual, o drama e a didascália, o texto e a textura e, sempre, o espectador, entendido como comunidade.

O Projecto Teatral procura disponibilizar uma experiência não‐mediada, um encontro direto entre quem contempla e o contemplado. Não divulga descrições, nem textos de introdução, disponibiliza as folhas de sala apenas depois do espetáculo e apresenta as suas obras com entrada livre. Fica o convite para um encontro.

Mark Deputter

 

 

Helena Tavares
João Rodrigues
Maria Duarte
André Maranha
Gonçalo Ferreira de Almeida

[Sofia Matinhos participou em imaginação morta imaginem, O Sabão e Bouvard e Pécuchet, Vasco Diogo em O Sabão
e «teatro», Miguel Loureiro em O Sabão, Vitalina Sousa em imaginação morta imaginem e Martim Pedroso em «teatro», Bouvard e Pécuchet e Transiberiano]

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