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Cultura e a Produção do Mundo: derivas, derivativos e devires

26 outubro a 30 novembro

Vivemos num momento em que a economia global, a diversidade cultural multipolar e a ideologia neoliberal se agenciam na produção de um novo paradigma “paracolonial” (utilizando uma expressão de Aimé Césaire) onde se prenuncia o muito falado “fim da política”.

Este entrelaçamento singular de forças obriga a pensar como o mundo produzido pela lógica implacável dos mercados e suas derivas erráticas, derivativos virtuais e performances de poder requer a formação de alternativas.

Em resposta ao mundo neoliberal multipolar, com as suas reinventadas diversidades culturais e as suas massacradas e colonizadas forças de cultura, propõe-se um renovado commitment to theory (para usar a expressão de Homi Bhaba) aliado a um commitment to act (parafraseando Hanna Arendt). Ou seja: uma renovada aliança entre a ação política e o fazer cultural, ligada ao pensamento e à arte e orientada para a produção de outros modos de viver, experimentar e fazer. Trata-se, antes de tudo, de saber produzir devires.

Foram convidados académicos, curadores e artistas cujo trabalho deriva do forjar de novas alianças entre filosofia política, estudos culturais, estudos da performance e práticas artísticas e curatoriais que resistem ao “devir cultural da economia, e ao devir económico da cultura”, recorrendo à expressão de Frederic Jameson, vislumbrando já em 1998 as dinâmicas que nos avassalam hoje em dia.

Uma coprodução House on Fire com o apoio do Programa Cultura da União Europeia.

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